Lanço-me sem medo, no abismo que existe para lá da janela do meu peito e descubro umas asas, que cresceram sem que me apercebesse. Levam-me a vontade a lugares sem tempo onde penso construir uma nova história, uma história só minha, feita de pedaços dispersos no vento, aconchegados nas pedras do espanto.
Rasgo o ventre com golpes certeiros e indolores, escondo as emoções perenes e aguardo.
Lanço-me sem medo, no abismo que existe para lá da janela do meu peito.
Carmo Bernardo
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário