Confesso que nunca tive ídolos, pela simples razão que sempre considerei muito redutor. Afinal, somos todos peças únicas neste puzzle que é a vida .
Sempre tentei perscrutar mais um pouco para além das evidências ,do consenso generalizado.
Mas obviamente que tenho referências, empatias(…)Observo o que se passa à minha volta com os olhos do coração e por isso sinto-me sempre em paz comigo própria, pois esse acto de observação não se coaduna ,de todo, com preconceitos.
Tenho, ao longo da vida, construído o meu próprio dicionário emocional, onde só cabem as palavras que eu escolho de forma consciente.
È um legado que deixo aos que me amam.
Neste mundo de mentiras ,que muitos vestem como se fosse um manto real, tento ser verdadeira e sobretudo arcar com os meus pensamentos menos bons, quando sou assolada com alguma dose de revolta, consequência de uma ou outra injustiça.
Ser verdadeira, implica muitos dissabores, não comigo própria, porque resulta do meu próprio pensamento , daquilo em que acredito, mas no contacto com os outros, isso é manifestamente visível.
Porque isto de ter opiniões divergentes dos demais, causa desconforto e concomitantemente provoca antipatias, baseadas em coisa nenhuma.
Todos temos um grito, que se contorce espasmodicamente ante o silêncio imposto de quem não sabe escutar.
Às vezes escapulo-me para o mundo do lálá.
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
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