Já passaram oito anos …
Ausentou-se das nossas vidas, fisicamente, anichando-se na memória dos que a amavam
Nessa altura dediquei-lhe um poema, entre lágrimas e sorrisos. Sem título, não é preciso.
E hoje apeteceu-me partilhar…
Vozita
Pequena ave de luz
Que nidifica alegria no meu peito
E traça voos de esperança na minha vida.
Que a sua presença seja constante.
Aguardo o dia em que as nossas almas
Possam abraçar-se.
Guardo o seu sorriso religiosamente
e a sua bondade
numa caixinha especial,dentro do coração.
Este espaço será sempre da vozita
E terá sempre o odor da maresia
de um final de tarde no Verão.
Lembrar-me-ei sempre de si
Até que a minha memória seja vencida pelo cansaço.
Um beijo incomensurável
da sua neta.
Carmo Bernardo
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
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