Se há coisa que o meu trabalho permite, e conhecer gente de todo o mundo, pessoas diferentes umas das outras, com quem tenho conversas interessantes, sob o meu ponto de vista, obviamente.Gosto de conversar.Se houvesse um emprego de "conversadora", seria certamente o mais indicado para mim.
Um destes dias conheci um sujeito espanhol, Luis Miguel. Bem parecido, extremamente conversador, bom ouvinte e muito inteligente, percebi depois no decorrer da conversa. Abordava vários temas com conhecimento de causa e contestava algumas ideias minhas com um saudável poder de argumentação.
As tantas a conversa incidiu nas redes sociais.
Disse-me-Carmo nao tenho facebook. Ja tive, mas fartei-me depressa de toda aquela dinâmica facciosa. Uma feira de vaidades sob todos os aspectos.Todos tem opiniao, todos sao lindos , bons educadores, bons amigos, bons chefes de familia e bla bla. Mas na realidade tudo nao passa de uma peça pobre de teatro com intervenientes duvidosos.Porque nada corresponde a realidade.
Conheço colegas, casados com mulheres que gostam e confiam neles, que as escondidas, la no trabalho, andam a cuscar mulheres e a por gostos e comentam uns com os outros essas "traiçoezinhas" e divertem-se muito.
Conheço pessoas, que quando chegam a casa, esperam que as mulheres adormeçam para viajarem para o mundo das interminaveis mulheres alheias, quanto a eles exlibris da perfeiçao, com a ajuda do fotoshop, claro.Mas sao tao estupidos que nao percebem que aquilo nao e real, pelo menos na integra.
E o Luis Miguel, la foi argumentando e justificando o porque de nao querer facebook.
Eu disse-lhe, que em parte concordava com ele, no entanto cabia-nos a nos fazer a destrinça do que e ou nao importante.
.Para mim, Luis
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
Estes mefistófeles, vestidos com os cadáveres dos que agonizam num sofrimento indescritível e tombam numa poça de tristeza perpétua, pavoneiam as vaidades engolidas sofregamente, sem remorso, inchados na sua arrogância.
No ventre transportam uma borbulha purulenta, sempre na iminência de rebentar e cobrir de imundície os que ainda acreditam na bondade .No cérebro têm vermes, sempre a salivar e desejosos de expelir o veneno sobre o que é belo!!!Que merdalha !!!
No ventre transportam uma borbulha purulenta, sempre na iminência de rebentar e cobrir de imundície os que ainda acreditam na bondade .No cérebro têm vermes, sempre a salivar e desejosos de expelir o veneno sobre o que é belo!!!Que merdalha !!!
Desde sempre tive uma grande capacidade analítica que diga-se com franqueza nunca me catapultou para esferas mais distantes daquilo que não presta. Sempre usei a massa encefálica para questionar tudo e todos incluindo eu própria, sem contudo fazer uso da observação e todas as ilações subjacentes.Caminhei muitas vezes descalça, desprovida de armas para enfrentar as agruras da vida, fiquei calejada e paradoxalmente vulnerável face a gente burra.Sempre com grandes ideologias e confrontações sobre regras instituídas e socialmente aceites, sempre fiz questão de ser a ovelha que está de costas para todas as outras.Não obstante ter evoluído como ser humano, as minhas atitudes nunca foram reflexo dessa evolução e estagnei no tempo.Fiz sempre tudo ao contrário.Não obstante o facto de permanecer com o meu cérebro a espacitempiliões de anos luz (acabei de inventar este termo, porque transcende todos os termos utilizados para quantificação) debato-me diariamente com um pragmatismo doloroso, um contacto inevitável com o percurso de uma vida pobre, destituída de cor e musicalidade.Penso amiudadas vezes:Carmo, não vale a pena o desgaste que acarreta o livre pensamento, porque não há espaço para implementação de ideias, a não ser que tenhas um curso superior e uma dose de sorte ou eventualmente uma cunha vinda de alguém que aguardará pacientemente o momento certo para te cobrar esse favor…porque afinal, quem é que dá credibilidade a uma pessoa com 46 anos, uma porcaria de um 12º ano tirado há alguns anos ?Tenho que sujeitar-me a gente obtusa, anuir muitas vezes ou pelo menos fazer o que me mandam, quando a minha vontade é virar costas e perdoem-me a linguagem(mas afinal se a palavra consta do dicionário porque não utiliza-la?), mandá-los todos para o caralho!E são essas pessoas que se advogam de boas intenções e escrevem discursos humanitários, visando os mais desvalidos, que andam com os bolsos a transbordar da gordura que retiram aos mais carentes para se lambuzarem em festins frenéticos, autênticas orgias de pedância regadas sistematicamente pela ganância, bebida que os embriaga desmesuradamente e na sua ausência de sensibilidade, cortam as pernas aos que sabem caminhar pelo seu próprio pé.Lamento, mas não aceito que uma minoria de merdosos imbuídos de fel determine as competências dos outros e não entendo quem se vende e ensaboa sistematicamente as costas desta gente!Hoje, enquanto saboreava um café e um cigarro, li casualmente o correio da manhã, sobretudo a notícia sobre as declarações do presidente da republica, nomeadamente no que concerne aos seus rendimentos quando se reformar!!!!E logo se erguem as hostes, sobretudo os esquerdistas deste país maioritariamente de ranhosos, indignados e estupefactos!!!ahahahahahahahah, estupefactos!!!!não sei porquê, sinceramente. Trabalhei numa determinada autarquia ,directamente com pessoas assumidamente comunistas(desde o presidente aos colaboradores) e fi-lo com o estatuto miserável de recibos verdes!!!E quando abriram concurso para efectivar alguém fui excluída pelo facto de não ter carta de condução….!!!!trabalhei durante 7 anos e nunca faltei por não ter carta!!!Curiosamente são os comunistas que mais “lutam” pelos direitos dos trabalhadores, mas que merda é esta???Hipócritas!!!E o “povo” rebanho de quadrúpedes incultos, engole as falácias proferidas por estes espertinhos da treta, entre um trago e outro de acomodação e manifesta-se sem vontade própria sem se interrogarem primeiro, porque infelizmente não aprenderam a pensar…os neurónios não fazem parte do seu universo, do tamanho de um berlinde!!!Sou apolítica, umas vezes acho que tendo para a anarquia, apesar de não ser praticável, porque como já frisei, o “povo “não sabe pensar e seria calamitoso!!!Mas ainda continuo a acreditar que existe na política gente abnegada, ou que pelo menos tenha o discernimento de ocultar as suas vaidades e com subtileza consiga de forma aparentemente humilde lutar pelas necessidades dos mais desvalidos!!E gostava imenso de me cruzar com alguém assim!!!Mas não sei…será que existe mesmo ??Será a minha boa fé ou o sarcasmo a manifestar-se???Fico-me ….por agora!
Carmo Bernardo
Carmo Bernardo
(in)constância
Hoje muito particularmente não me apetece pensar.Talvez só um bocadinho, mas nada que exija de mim um esforço para articular as palavras e construir frases coerentes, porque me sinto depauperada.Acordei assim, sem nada para sentir, nada para dizer.O tempo parou de forma abrupta e aconchegou-se quase de forma dissimulada à volta do meu peito.
Nem sequer barafustei,.Ha alturas assim, em que me sinto cansada de mim, dos outros.
Por vezes sinto que cavalgo selvaticamente num prado de sonhos erróneos
A parvidade mergulha nas águas turvas onde muitas vezes me deito e massaja-me as mãos com falsas promessas de ausência de sofrimento.
Falsas?Talvez não.... moluscos plantígrados proliferam neste mundo, deixando um rasto de baba ácida por onde passam e têm uma particularidade, ausência de massa encefálica. Por isso não sofrem,vivem da energia dos outros que são engolidos pela sua baba e que lhes permite continuar a babar, a babar e babar.
Lá estou eu a ser coerente outra vez.Já disse que não quero, amanhã quem sabe, mas hoje apetece-me apenas regurgitar palavras sem nexo ou talvez não.O meu pensamento voou de encontro à minha filha e neste preciso momento apenas almejo enviar-lhe um sorriso envolto em ternura.
Carmo Bernardo
Hoje muito particularmente não me apetece pensar.Talvez só um bocadinho, mas nada que exija de mim um esforço para articular as palavras e construir frases coerentes, porque me sinto depauperada.Acordei assim, sem nada para sentir, nada para dizer.O tempo parou de forma abrupta e aconchegou-se quase de forma dissimulada à volta do meu peito.
Nem sequer barafustei,.Ha alturas assim, em que me sinto cansada de mim, dos outros.
Por vezes sinto que cavalgo selvaticamente num prado de sonhos erróneos
A parvidade mergulha nas águas turvas onde muitas vezes me deito e massaja-me as mãos com falsas promessas de ausência de sofrimento.
Falsas?Talvez não.... moluscos plantígrados proliferam neste mundo, deixando um rasto de baba ácida por onde passam e têm uma particularidade, ausência de massa encefálica. Por isso não sofrem,vivem da energia dos outros que são engolidos pela sua baba e que lhes permite continuar a babar, a babar e babar.
Lá estou eu a ser coerente outra vez.Já disse que não quero, amanhã quem sabe, mas hoje apetece-me apenas regurgitar palavras sem nexo ou talvez não.O meu pensamento voou de encontro à minha filha e neste preciso momento apenas almejo enviar-lhe um sorriso envolto em ternura.
Carmo Bernardo
Gosto de conversar.Por vezes desperdiçar frases em conversas mais informais, entre risos e provocações e outras vezes gosto de debater assuntos controversos , manifestar as minhas opiniões que raramente se enquadram nos padrões ditos normais.Não o faço pelo simples facto de querer chocar, nada disso, mas sim porque são fruto das observações e consequentes ilações.
Ao longo dos anos tenho adquirido alguma bagagem é certo, mas a minha grande dificuldade é sem dúvida aprender a usar as asas que construí. Já tentei voar algumas vezes mas não consigo levantar voo. E faço uma busca incessante na minha bagagem e não encontro manual de instrução.
Adiante. Gosto de conversar.
Ontem ao final da tarde e com um frio que paralisava os membros lá estava eu numa esplanada a beber café com um amigo, o Luis,A nossa conversa caminhou a passos lagos para a esfera da (in)justiça.A Luis considera a profissão de juiz muito complicada pelo facto de ser difícil julgar alguém, sobretudo porque têm que obedecer a determinados critérios , a provas apresentadas (...)Não discordo na íntegra é certo, mas então como se explica que pelo mesmo crime, dois juízes possam aplicar penas distintas?E porque é que é possível aplicar penas pesadas a um ladrão e a um pedófilo penas leves?
A pedofilia, na minha opinião é um dos actos mais bárbaros, mais castradores da dignidade humana.Não sou a favor da pena de morte, para mim, não se justifica que alguém com a capa de justiça nas costas tenha sequer o direito sobre a vida de alguém, de optar se a pessoa vive ou morre.
Mas sou apologista dos tratamentos clínicos se isso se justificar e consequentemente de trabalhos forçados!!!!
Valer-se da força e atentar sobre crianças indefesas para satisfazer necessidades animalescas é profundamente redutor para as vítimas.Ficam com a alma atrofiada , desmembram-se os sonhos e as vontades As crianças são selvaticamente atiradas ao lodo, afogam-se as alegrias e a fé nos homens!
Não sou fundamentalista, para mim, não existe um vértice, existem muitas linhas ondulantes, que ora se cruzam ora se afastam para prosseguirem caminho.
E não obstante o facto das conversas amiudadas vezes não conduzirem a lado algum,o simples facto de dissertar e poder libertar o que nos vai na alma com gente interessante, é só por si motivo suficiente para aguentar um frio descomunal, numa esplanada deserta.
Carmo Bernardo
Ao longo dos anos tenho adquirido alguma bagagem é certo, mas a minha grande dificuldade é sem dúvida aprender a usar as asas que construí. Já tentei voar algumas vezes mas não consigo levantar voo. E faço uma busca incessante na minha bagagem e não encontro manual de instrução.
Adiante. Gosto de conversar.
Ontem ao final da tarde e com um frio que paralisava os membros lá estava eu numa esplanada a beber café com um amigo, o Luis,A nossa conversa caminhou a passos lagos para a esfera da (in)justiça.A Luis considera a profissão de juiz muito complicada pelo facto de ser difícil julgar alguém, sobretudo porque têm que obedecer a determinados critérios , a provas apresentadas (...)Não discordo na íntegra é certo, mas então como se explica que pelo mesmo crime, dois juízes possam aplicar penas distintas?E porque é que é possível aplicar penas pesadas a um ladrão e a um pedófilo penas leves?
A pedofilia, na minha opinião é um dos actos mais bárbaros, mais castradores da dignidade humana.Não sou a favor da pena de morte, para mim, não se justifica que alguém com a capa de justiça nas costas tenha sequer o direito sobre a vida de alguém, de optar se a pessoa vive ou morre.
Mas sou apologista dos tratamentos clínicos se isso se justificar e consequentemente de trabalhos forçados!!!!
Valer-se da força e atentar sobre crianças indefesas para satisfazer necessidades animalescas é profundamente redutor para as vítimas.Ficam com a alma atrofiada , desmembram-se os sonhos e as vontades As crianças são selvaticamente atiradas ao lodo, afogam-se as alegrias e a fé nos homens!
Não sou fundamentalista, para mim, não existe um vértice, existem muitas linhas ondulantes, que ora se cruzam ora se afastam para prosseguirem caminho.
E não obstante o facto das conversas amiudadas vezes não conduzirem a lado algum,o simples facto de dissertar e poder libertar o que nos vai na alma com gente interessante, é só por si motivo suficiente para aguentar um frio descomunal, numa esplanada deserta.
Carmo Bernardo
Rota de colisão
Um destes dias dediquei um pouco do meu tempo a ver o notíciário de uma das estações de televisão.Não que altere alguma coisa essa referência.....afinal os noticiários são praticamente idênticos no que concerne ao teor das notícias.
E fiquei perfeitamente abesbinada....de asco!
Nada tenho contra qualquer tipo de manifestação, sobretudo se o objectivo primordial é a reinvidicação de melhores condições de vida.Mas o que me constrange, efectivamente é a utilização e o aperfilhamento das causas por determinadas facções políticas que a meu ver estão prenhes de hipocrisia e exalam um odor característico ,a bafio.
Esses líderes políticos, com uma espécie de urticária cerebral, contagiam os néscios, lobotomizando-os para todo o sempre.
Sugam as virilhas cerebrais da multidão estéril, alimentam-se das ténias que povoam o cérebro do povo "sábio e sereno"!
Ahahahah....mas que é que se passa com as pessoas?Juntam-se todas numa conveção de mediocridade para se sentirem fortes?Mas onde é que estão as pessoas interessantes, com opiniões próprias, ainda que diferentes das demais?Onde é que estão as pessoas competentes, inteligentes, compreensivas, isentas, cordiais, criativas(...)onde?Foram viver para outro planeta?Ou estão a ser subtilmente aniquilidas por estes ónagros de gravata e com substância viscosa em vez de neurónios?
Reitero o que disse, nada tenho contra qualquer tipo de manifestação...apenas lamento que aquelas pessoas não percebam que são apenas um joguete nas mãos de alguns políticos, que se auto promovem e enchem os bolsos de mais valias , engordam as contas e o ego...porque na realidade não querem saber das necessidades mais preementes, das ausências de comida à mesa, das dores e das mágoas de quem está a sofrer...não se importam da miséria que habita em muitas casas, onde não há dinheiro para a educação, alimentação, pagamento de dívidas.....eles querem lá saber....são uns autênticos parasitas que se alimentam dos corpos putrefactos , daqueles que um dia deram um pontapé no discernimento e abraçaram a causa enorme dos-lambe-botas-que -fingem-que-não-são-só para se-sentirem-bem-mas que-na primeira-oportunidade-sacam-da-língua-para-com-grandes-lambidelas-besuntarem-o-alvo-na-perspectiva-de sacarem-alguma-coisita!!!
Carmo Bernardo
Um destes dias dediquei um pouco do meu tempo a ver o notíciário de uma das estações de televisão.Não que altere alguma coisa essa referência.....afinal os noticiários são praticamente idênticos no que concerne ao teor das notícias.
E fiquei perfeitamente abesbinada....de asco!
Nada tenho contra qualquer tipo de manifestação, sobretudo se o objectivo primordial é a reinvidicação de melhores condições de vida.Mas o que me constrange, efectivamente é a utilização e o aperfilhamento das causas por determinadas facções políticas que a meu ver estão prenhes de hipocrisia e exalam um odor característico ,a bafio.
Esses líderes políticos, com uma espécie de urticária cerebral, contagiam os néscios, lobotomizando-os para todo o sempre.
Sugam as virilhas cerebrais da multidão estéril, alimentam-se das ténias que povoam o cérebro do povo "sábio e sereno"!
Ahahahah....mas que é que se passa com as pessoas?Juntam-se todas numa conveção de mediocridade para se sentirem fortes?Mas onde é que estão as pessoas interessantes, com opiniões próprias, ainda que diferentes das demais?Onde é que estão as pessoas competentes, inteligentes, compreensivas, isentas, cordiais, criativas(...)onde?Foram viver para outro planeta?Ou estão a ser subtilmente aniquilidas por estes ónagros de gravata e com substância viscosa em vez de neurónios?
Reitero o que disse, nada tenho contra qualquer tipo de manifestação...apenas lamento que aquelas pessoas não percebam que são apenas um joguete nas mãos de alguns políticos, que se auto promovem e enchem os bolsos de mais valias , engordam as contas e o ego...porque na realidade não querem saber das necessidades mais preementes, das ausências de comida à mesa, das dores e das mágoas de quem está a sofrer...não se importam da miséria que habita em muitas casas, onde não há dinheiro para a educação, alimentação, pagamento de dívidas.....eles querem lá saber....são uns autênticos parasitas que se alimentam dos corpos putrefactos , daqueles que um dia deram um pontapé no discernimento e abraçaram a causa enorme dos-lambe-botas-que -fingem-que-não-são-só para se-sentirem-bem-mas que-na primeira-oportunidade-sacam-da-língua-para-com-grandes-lambidelas-besuntarem-o-alvo-na-perspectiva-de sacarem-alguma-coisita!!!
Carmo Bernardo
Ás vezes apetecia-me escrever contos de amor, rebuscar palavras já tão utilizadas por diversos escritores e poetas.Contudo e porque o discernimento está tão intrinsecamente cravado no meu peito, só consigo escrever sobre aquilo que observo, a banalizaçao dos sentimentos.
Um destes dias vou alhear-me desmedidamente da realidade onde estou inserida , snifo uma dose brutal de sentimentos remissivos e escrevo uma arrebatadora história de amor com um final feliz.
Mas neste momento, escrever sobre amor não passaria de um sofisma, sinto alguma relutancia em acreditar em finais felizes.
Fico atordoada com a facilidade com que tantas pessoas "se amam" ,entrelaçam as suas almas de forma tão profunda que até chega a sangrar, ....desculpem mas é o que penso.De repente parece tudo tão lindo, os amigos aparecem, sabe-se lá de onde, as cores ficam mais definidas, todos parecem gostar de nós e nós dos outros, os passarinhos cantam e por aí adiante e depois de tudo, quando a escuridão invade os corpos cansados e as almas turvas de dúvidas, viramos a cara para o lado e não está lá ninguém, só rostos indefinidos, restos de atitudes.E as pessoas que realmente importam, estão drasticamente emolduradas numa cave bafienta, a sonhar com a luz do dia.
Carmo Bernardo
Um destes dias vou alhear-me desmedidamente da realidade onde estou inserida , snifo uma dose brutal de sentimentos remissivos e escrevo uma arrebatadora história de amor com um final feliz.
Mas neste momento, escrever sobre amor não passaria de um sofisma, sinto alguma relutancia em acreditar em finais felizes.
Fico atordoada com a facilidade com que tantas pessoas "se amam" ,entrelaçam as suas almas de forma tão profunda que até chega a sangrar, ....desculpem mas é o que penso.De repente parece tudo tão lindo, os amigos aparecem, sabe-se lá de onde, as cores ficam mais definidas, todos parecem gostar de nós e nós dos outros, os passarinhos cantam e por aí adiante e depois de tudo, quando a escuridão invade os corpos cansados e as almas turvas de dúvidas, viramos a cara para o lado e não está lá ninguém, só rostos indefinidos, restos de atitudes.E as pessoas que realmente importam, estão drasticamente emolduradas numa cave bafienta, a sonhar com a luz do dia.
Carmo Bernardo
Aclive da alma pelos caminhos do coração
Chegou com a convicção que estaria apenas um mês naquele lugar cheio de velhos, petrificados pela ausência de amor! A família tinha ido de férias, -dizia ele e não queria ser um estorvo para eles. Contudo, sem querer ser má perguntei-lhe se família não significava união e afinal passarem as férias todos juntos , a mim parecia-me o mais óbvio….sendo que o local de férias escolhido pela família distava apenas uns parcos kms….Mas eu sabia que não era temporário, o homem tinha sido ali deixado para ficar. A família quiçá num rasgo de clemência, para não matá-lo de uma só vez, ocultou-lhe a verdade!?
Os dias dele eram passados a andar de um lado para o outro, entre refeições lideradas pela mudez , os banhos, uma ou outra espreitadela na tv, a ver programas que desencadeiam uma demência precoce a quem já teve uma vida!
A revolta do homem despoletava em pequenos episódios desagradáveis, em que rasgava a minhas boas intenções em pedacinhos pequeninos com as suas exigências inapropriadas, mas como eu compreendia isso tão bem.
Conversávamos sobre a pesca. Era um interesse que ele tinha e eu como tenho essa liberdade que é ir à pesca, contava-lhe as minhas façanhas , no que concerne à pescaria e ele ouvia atentamente , com os olhos brilhantes de satisfação! Cheguei a pensar levá-lo, mas era uma grande responsabilidade e nunca teria a permissão de quem mandava nele e nas suas vontades!
Mas toda a sua tristeza e revolta ficaram aprisionadas no coração e destruíram qualquer resquício de vontade de viver que eventualmente ainda pudesse resistir.
E num dia qualquer, sim, porque seria sempre num dia qualquer, encontrei o seu corpo frio e despojado de vida.
Finalmente tinha sossegado a sua alma inquieta e revoltada e partido quiçá, para um lugar sem tempo e sem distância, onde poderia pescar perpetuamente num lago de calmaria e paz!
Senhor António, obrigada por se ter cruzado comigo e ter partilhado um pouco de si.
Carmo Bernardo
Chegou com a convicção que estaria apenas um mês naquele lugar cheio de velhos, petrificados pela ausência de amor! A família tinha ido de férias, -dizia ele e não queria ser um estorvo para eles. Contudo, sem querer ser má perguntei-lhe se família não significava união e afinal passarem as férias todos juntos , a mim parecia-me o mais óbvio….sendo que o local de férias escolhido pela família distava apenas uns parcos kms….Mas eu sabia que não era temporário, o homem tinha sido ali deixado para ficar. A família quiçá num rasgo de clemência, para não matá-lo de uma só vez, ocultou-lhe a verdade!?
Os dias dele eram passados a andar de um lado para o outro, entre refeições lideradas pela mudez , os banhos, uma ou outra espreitadela na tv, a ver programas que desencadeiam uma demência precoce a quem já teve uma vida!
A revolta do homem despoletava em pequenos episódios desagradáveis, em que rasgava a minhas boas intenções em pedacinhos pequeninos com as suas exigências inapropriadas, mas como eu compreendia isso tão bem.
Conversávamos sobre a pesca. Era um interesse que ele tinha e eu como tenho essa liberdade que é ir à pesca, contava-lhe as minhas façanhas , no que concerne à pescaria e ele ouvia atentamente , com os olhos brilhantes de satisfação! Cheguei a pensar levá-lo, mas era uma grande responsabilidade e nunca teria a permissão de quem mandava nele e nas suas vontades!
Mas toda a sua tristeza e revolta ficaram aprisionadas no coração e destruíram qualquer resquício de vontade de viver que eventualmente ainda pudesse resistir.
E num dia qualquer, sim, porque seria sempre num dia qualquer, encontrei o seu corpo frio e despojado de vida.
Finalmente tinha sossegado a sua alma inquieta e revoltada e partido quiçá, para um lugar sem tempo e sem distância, onde poderia pescar perpetuamente num lago de calmaria e paz!
Senhor António, obrigada por se ter cruzado comigo e ter partilhado um pouco de si.
Carmo Bernardo
Mas afinal o que é que se passa??!!
Hum….há aqui qualquer coisa que me escapa….
Um destes dias estava a ver televisão e eis que aparece uma pseudo reportagem com uma rapariguita, cuja façanha foi dar um abraço a um polícia na manifestação no dia 15 de Setembro…por acaso a mocinha até é nova, por acaso o polícia também…mas tudo só por acaso, claro está!!!de repente a menina que até fez tudo de forma desinteressada é catapultada para a capa da revista vip(vi isso por mero acaso na tabacaria).E eis que de repente enaltece-se alguém que não fez rigorosamente nada para benefício da humanidade, enquanto tanta e tanta gente anónima come o pão que o diabo amassou….
Bom já que estou na esfera das inutilidades, permito-me igualmente falar de um assunto que me deixa abesbílica. A casa dos segredos!!!Please, mas que é isto? Acabei de vir do café, estou de folga e aproveito para me manter informada sobre o que se passa no mundo através de um jornal que cada vez está mais escanifóbetico…o correio da manhã!!!
Começo a passar as primeiras páginas dedicadas ao futebol, depois alguns crimes, umas quantas páginas dedicadas a mensagens eróticas, uma concernente ao emprego, com escassas ofertas e depois umas quantas dedicadas ao pessoalzinho que está numa casa a enfardar comida e a destilar veneno. Não percebo, a sério que não percebo e eu até sou muito afoita no entendimento de tudo o que me rodeia. Que as pessoas queiram ganhar dinheiro facilmente até entendo, acabei de fazer uma aposta no totoloto, mas exporem de forma tão leviana as mediocridades!!???E pior ainda , quanto a mim, é a quantidade de pessoas que assistem ao programa, embevecidas com tamanha pobreza de valores(sei-o, porque o jornal fez questão de evidenciar o share atingido).
Reitero o que disse inicialmente…há aqui qualquer coisa que me escapa. Enquanto isso, vou assistindo à impavidez do “povo” essa raça que se tem em grande conta, mas que efectivamente não passa de uma amálgama de coisa nenhuma!
A minha empatia é toda ela direcionada para gente que faz a diferença, quer pelas atitudes quer pelas palavras, nem que seja num grupo restrito que não transpira para as esferas televisivas ou dos jornais, não alimenta as cabecinhas desmioladas de sonhos pequeninos.
E é por isso, ou também por isso que continuo a olhar de esguelha para a realidade!?deste país intenso na sua beleza paisagística, mas estéril na sua dimensão humana!
Carmo Bernardo
Hum….há aqui qualquer coisa que me escapa….
Um destes dias estava a ver televisão e eis que aparece uma pseudo reportagem com uma rapariguita, cuja façanha foi dar um abraço a um polícia na manifestação no dia 15 de Setembro…por acaso a mocinha até é nova, por acaso o polícia também…mas tudo só por acaso, claro está!!!de repente a menina que até fez tudo de forma desinteressada é catapultada para a capa da revista vip(vi isso por mero acaso na tabacaria).E eis que de repente enaltece-se alguém que não fez rigorosamente nada para benefício da humanidade, enquanto tanta e tanta gente anónima come o pão que o diabo amassou….
Bom já que estou na esfera das inutilidades, permito-me igualmente falar de um assunto que me deixa abesbílica. A casa dos segredos!!!Please, mas que é isto? Acabei de vir do café, estou de folga e aproveito para me manter informada sobre o que se passa no mundo através de um jornal que cada vez está mais escanifóbetico…o correio da manhã!!!
Começo a passar as primeiras páginas dedicadas ao futebol, depois alguns crimes, umas quantas páginas dedicadas a mensagens eróticas, uma concernente ao emprego, com escassas ofertas e depois umas quantas dedicadas ao pessoalzinho que está numa casa a enfardar comida e a destilar veneno. Não percebo, a sério que não percebo e eu até sou muito afoita no entendimento de tudo o que me rodeia. Que as pessoas queiram ganhar dinheiro facilmente até entendo, acabei de fazer uma aposta no totoloto, mas exporem de forma tão leviana as mediocridades!!???E pior ainda , quanto a mim, é a quantidade de pessoas que assistem ao programa, embevecidas com tamanha pobreza de valores(sei-o, porque o jornal fez questão de evidenciar o share atingido).
Reitero o que disse inicialmente…há aqui qualquer coisa que me escapa. Enquanto isso, vou assistindo à impavidez do “povo” essa raça que se tem em grande conta, mas que efectivamente não passa de uma amálgama de coisa nenhuma!
A minha empatia é toda ela direcionada para gente que faz a diferença, quer pelas atitudes quer pelas palavras, nem que seja num grupo restrito que não transpira para as esferas televisivas ou dos jornais, não alimenta as cabecinhas desmioladas de sonhos pequeninos.
E é por isso, ou também por isso que continuo a olhar de esguelha para a realidade!?deste país intenso na sua beleza paisagística, mas estéril na sua dimensão humana!
Carmo Bernardo
Educação???Hoje fui beber um café e observei o cenário seguinte:uma mulher njovem, com uma criança ao lado, que percebi ser seu filho falava com a empregada do café, sobre a forma interessante como os professores davam aulas ás criancinhas do primeiro ciclo, pois considerava que eram os professores da nova geração.Alegava que ainda bem que não ensinavam como antigamente e blá blá blá….Entretanto a criancinha pediu um gelado,vontade imediatamente satisfeita,ainda que fossem dez horas da manhã!!O rapazinho, com seis ou sete anos retirou o papel que envolvia o gelado e não obstante ter o caixote dos papeis para o deitar lá para dentro,atirou-o para junto da sua querida mãezinha que displicentemente o colocou no caixote!!!Ops…não seria mais produtivo chamar a atenção da criancinha para a necessidade de depositar o papel no caixote? Seria,quanto a mim um passinho para os princípios da boa educação….mas não, ela não queria interromper a sua sábia conversa com a empregada do café sobre os professores da nova geração!!!
Educação???Hoje fui beber um café e observei o cenário seguinte:uma mulher njovem, com uma criança ao lado, que percebi ser seu filho falava com a empregada do café, sobre a forma interessante como os professores davam aulas ás criancinhas do primeiro ciclo, pois considerava que eram os professores da nova geração.Alegava que ainda bem que não ensinavam como antigamente e blá blá blá….Entretanto a criancinha pediu um gelado,vontade imediatamente satisfeita,ainda que fossem dez horas da manhã!!O rapazinho, com seis ou sete anos retirou o papel que envolvia o gelado e não obstante ter o caixote dos papeis para o deitar lá para dentro,atirou-o para junto da sua querida mãezinha que displicentemente o colocou no caixote!!!Ops…não seria mais produtivo chamar a atenção da criancinha para a necessidade de depositar o papel no caixote? Seria,quanto a mim um passinho para os princípios da boa educação….mas não, ela não queria interromper a sua sábia conversa com a empregada do café sobre os professores da nova geração!!!
Inocência-é o cordão umbilical que nos liga à parte mais bela da nossa existência-a nossa infância.
Tinha dezoito anos quando escrevi este pensamento. Estava imbuída por sentimentos coloridos, apanágio de quem tem no ventre um ser pequenino a desabrochar.
Já passaram 34 anos…repletos de acontecimentos,bons e maus,é certo,mas quando olho para a minha filha recordo-me desta frase e faço uma regressão,até ao tempo em que feliz a aconchegava no ventre .A todas as crianças,independentemente de terem dez,ou oitenta anos, desejo um dia pleno, um acumular de boas sensações para guardar no baú junto ao coração….qui ça um dia servirão de analgésico para momentos menos bons….
Tinha dezoito anos quando escrevi este pensamento. Estava imbuída por sentimentos coloridos, apanágio de quem tem no ventre um ser pequenino a desabrochar.
Já passaram 34 anos…repletos de acontecimentos,bons e maus,é certo,mas quando olho para a minha filha recordo-me desta frase e faço uma regressão,até ao tempo em que feliz a aconchegava no ventre .A todas as crianças,independentemente de terem dez,ou oitenta anos, desejo um dia pleno, um acumular de boas sensações para guardar no baú junto ao coração….qui ça um dia servirão de analgésico para momentos menos bons….
Pensamento espontâneo
Sou crua, eu sei. Não pactuo com imbecilidades, nem uso sorriso de plástico. Nem sempre sou coerente, vacilo entre mim e mim, porque por vezes grandes batalhas se travam nesta minha cabeça fervilhante de pensamentos. Permito-me errar, sou a principal vítima dos meus erros, porque nem sempre aprendo com eles e subsiste em mim uma mágoa latente que me enevoa a razão e castra os passos. Acho que penso demais, mas nem sempre o meu pensamento toma a direcção certa e perde-se entre vírgulas e pontos de interrogação. Não sinto necessidade de bajular ninguém nem concordar com a maioria. Não tenho ídolos nem sigo a moda. Não tenho côr política, clube de futebol ou religião. Sou agreste, sou intolerante com a generalidade das pessoas.
Não sou receptiva á mediocridade, á lambotice, aos excrementos mentais evacuados de forma sistemática por gente hipócrita. E contudo permito-me considerar normal, dentro dos meus padrões obviamente.
A minha vaidade consiste na aceitação dos que me são queridos, não obstante todas as minhas lacunas, porque só eles têm acesso á Carmo verdadeira.
È com eles que partilho os sonhos, as alegrias, a minha loucura ,o meu coração perpétuamente menino.
E sei que um dia quando o meu corpo estiver ausente, vou continuar a viver através das suas memórias….porque lhes quero um bem incomensurável .
Carmo Bernardo
Sou crua, eu sei. Não pactuo com imbecilidades, nem uso sorriso de plástico. Nem sempre sou coerente, vacilo entre mim e mim, porque por vezes grandes batalhas se travam nesta minha cabeça fervilhante de pensamentos. Permito-me errar, sou a principal vítima dos meus erros, porque nem sempre aprendo com eles e subsiste em mim uma mágoa latente que me enevoa a razão e castra os passos. Acho que penso demais, mas nem sempre o meu pensamento toma a direcção certa e perde-se entre vírgulas e pontos de interrogação. Não sinto necessidade de bajular ninguém nem concordar com a maioria. Não tenho ídolos nem sigo a moda. Não tenho côr política, clube de futebol ou religião. Sou agreste, sou intolerante com a generalidade das pessoas.
Não sou receptiva á mediocridade, á lambotice, aos excrementos mentais evacuados de forma sistemática por gente hipócrita. E contudo permito-me considerar normal, dentro dos meus padrões obviamente.
A minha vaidade consiste na aceitação dos que me são queridos, não obstante todas as minhas lacunas, porque só eles têm acesso á Carmo verdadeira.
È com eles que partilho os sonhos, as alegrias, a minha loucura ,o meu coração perpétuamente menino.
E sei que um dia quando o meu corpo estiver ausente, vou continuar a viver através das suas memórias….porque lhes quero um bem incomensurável .
Carmo Bernardo
Hoje estou a sofrer do síndrome de graforreia, hihi e se não estivesse condicionada por factores externos, seria o dia certo para escrever um livro repleto de dissertações, desprovidas de poesia ,completamente cítricas.E porquê???É-me cada vez mais difícil gerir situações obtusas de gente predominantemente acéfala e que na sua ignorância visceral ousam emitir opiniões que acreditam ser verdadeiras e elevam-nas a um pedestal sem alicerces, que tende a ruir de forma desalmada e inconsistente....clap clap clap....
Apêndice secundário
Não contesto a necessidade das pessoas opinarem sobre todas as coisas….é um direito inegável que caracteriza os fundamentos basilares da liberdade de expressão. Todos nós sentimos necessidade de exprimir o que nos vai na alma, sob pena de asfixia cerebral.
Mas existem determinados factores que podem ou não contribuir eficazmente para a credibilidade das opiniões manifestadas. Quanto a mim, é fundamental haver sempre e atempadamente uma reflexão sobre aquilo que se diz, sobretudo se visamos chocar alguém….Tudo pode ser dito, desde que minimamente fundamentado e sem o intuito de ofender de forma gratuita. Neste período conturbado em que vivemos, ofender gratuitamente é aceitável pela grande maioria dos quadrúpedes que cavalgam pelas ruas num galope desenfreado pelo protagonismo.
Pessoas de todos os quadrantes vestem a roupagem da dissimulação, emprestam á voz sussurros viperinos para cativar as massas, afogadas em gordura cerebral e desta forma arrancar-lhes um voto que lhes permita ascender a um cargo público. de repente como num passe de mágica tornam-se bons samaritanos imbuídos de boas intenções. Prometem mundos e fundos, visam sobretudo os mais desfavorecidos ,enchendo-lhes as entranhas com promessas de uma vida mais digna e justa. Vociferam impropérios linguísticos todos eles enfeitados com secreções sebentas oriundas dos resquícios da alma mais obscuros, mas ninguém se apercebe, Afinal muitas pessoas nem sequer se dão ao trabalho de pensar…e muitas não sabem fazê-lo. Pensar dá trabalho, requer uma entrega total, princípios morais para se fazer uma avaliação justa dos acontecimentos e capacidade de aceitar opiniões divergentes, desde que fundamentadas. È apanágio de pessoas sensíveis, que muitas das vezes preferem escutar em detrimento da necessidade quase compulsiva e doentia em impor as suas convicções com arrogância e despudor completo pelo pensamento alheio. Acredito que existem mentes privilegiadas pela sensibilidade, cujo único objectivo na política é defender os desvalidos. Gente abnegada, cujos projectos visam minorar as mazelas físicas e consequentemente mentais daqueles cuja sorte andou sempre em parte incerta. Acredito veemente que a política pode ser bem administrada, por pessoas com coração nobre, que ocultam a sua vaidade pessoal em detrimento das necessidades efectivas de quem padece por todo este Portugal lindíssimo que ainda me faz sorrir. Não há problema nenhum, na minha opinião em sentir vaidade por um trabalho bem conseguido. Mas é algo que devemos guardar num cantinho da nossa alma e partilhar apenas com os que nos amam incondicionalmente, sob pena de suscitar invejinhas mesquinhas.
Quando olho de forma atenta para as promessas de alguns pseudo políticos,de olhinhos brilhantes e destituídos de alma, sinto um vómito imenso que não consigo nem quero controlar. Algumas dessas pessoas conheço-as pessoalmente e sei que não primam pela integridade. Apesar disso captam sorridos e anuições dos mais incautos, ou daqueles que querem com eles apanhar o comboio para o paraíso do facilitismo e da mentira dissimulada.
Abomino a mediocridade, mas reconheço, com muita tristeza, que é uma estrela em ascenção, que se alimenta de forma voraz com almas perversamente ambiciosas, de pessoas coniventes com a miserabilidade que vigora neste país que eu amo.
Hoje passei no meio de um pequeno aglomerado de pinheiros, numa zona residencial, que sempre sobressaiu pela imensa quantidade de ervas e lixo. Mas eis que a minha alma se iluminou ,este espaço outrora infestado de porcaria estava limpíssimo, quase imaculado!!!Eureka, não me digam que é por causa das eleições autárquicas….nop, não acredito nisso, nem sequer costuma ser prática comum…please….não subestimem as pessoas que ainda sabem pensar…é tortuoso.
Reitero o que disse algures neste texto. Ainda acredito na eficácia humana ,nos sonhos realizáveis e fecundos de alguns aspirantes a cargos políticos. Mas é absolutamente urgente e imperativo que os portugueses que exercem o seu direito de voto, tenham o discernimento para avaliar aqueles que realmente se enquadram nesse perfil e que na minha singela opinião são tão poucos se poderiam juntar num espaço exíguo e mesmo assim ainda continuaria a ser espaçoso.
Carmo Bernardo
Não contesto a necessidade das pessoas opinarem sobre todas as coisas….é um direito inegável que caracteriza os fundamentos basilares da liberdade de expressão. Todos nós sentimos necessidade de exprimir o que nos vai na alma, sob pena de asfixia cerebral.
Mas existem determinados factores que podem ou não contribuir eficazmente para a credibilidade das opiniões manifestadas. Quanto a mim, é fundamental haver sempre e atempadamente uma reflexão sobre aquilo que se diz, sobretudo se visamos chocar alguém….Tudo pode ser dito, desde que minimamente fundamentado e sem o intuito de ofender de forma gratuita. Neste período conturbado em que vivemos, ofender gratuitamente é aceitável pela grande maioria dos quadrúpedes que cavalgam pelas ruas num galope desenfreado pelo protagonismo.
Pessoas de todos os quadrantes vestem a roupagem da dissimulação, emprestam á voz sussurros viperinos para cativar as massas, afogadas em gordura cerebral e desta forma arrancar-lhes um voto que lhes permita ascender a um cargo público. de repente como num passe de mágica tornam-se bons samaritanos imbuídos de boas intenções. Prometem mundos e fundos, visam sobretudo os mais desfavorecidos ,enchendo-lhes as entranhas com promessas de uma vida mais digna e justa. Vociferam impropérios linguísticos todos eles enfeitados com secreções sebentas oriundas dos resquícios da alma mais obscuros, mas ninguém se apercebe, Afinal muitas pessoas nem sequer se dão ao trabalho de pensar…e muitas não sabem fazê-lo. Pensar dá trabalho, requer uma entrega total, princípios morais para se fazer uma avaliação justa dos acontecimentos e capacidade de aceitar opiniões divergentes, desde que fundamentadas. È apanágio de pessoas sensíveis, que muitas das vezes preferem escutar em detrimento da necessidade quase compulsiva e doentia em impor as suas convicções com arrogância e despudor completo pelo pensamento alheio. Acredito que existem mentes privilegiadas pela sensibilidade, cujo único objectivo na política é defender os desvalidos. Gente abnegada, cujos projectos visam minorar as mazelas físicas e consequentemente mentais daqueles cuja sorte andou sempre em parte incerta. Acredito veemente que a política pode ser bem administrada, por pessoas com coração nobre, que ocultam a sua vaidade pessoal em detrimento das necessidades efectivas de quem padece por todo este Portugal lindíssimo que ainda me faz sorrir. Não há problema nenhum, na minha opinião em sentir vaidade por um trabalho bem conseguido. Mas é algo que devemos guardar num cantinho da nossa alma e partilhar apenas com os que nos amam incondicionalmente, sob pena de suscitar invejinhas mesquinhas.
Quando olho de forma atenta para as promessas de alguns pseudo políticos,de olhinhos brilhantes e destituídos de alma, sinto um vómito imenso que não consigo nem quero controlar. Algumas dessas pessoas conheço-as pessoalmente e sei que não primam pela integridade. Apesar disso captam sorridos e anuições dos mais incautos, ou daqueles que querem com eles apanhar o comboio para o paraíso do facilitismo e da mentira dissimulada.
Abomino a mediocridade, mas reconheço, com muita tristeza, que é uma estrela em ascenção, que se alimenta de forma voraz com almas perversamente ambiciosas, de pessoas coniventes com a miserabilidade que vigora neste país que eu amo.
Hoje passei no meio de um pequeno aglomerado de pinheiros, numa zona residencial, que sempre sobressaiu pela imensa quantidade de ervas e lixo. Mas eis que a minha alma se iluminou ,este espaço outrora infestado de porcaria estava limpíssimo, quase imaculado!!!Eureka, não me digam que é por causa das eleições autárquicas….nop, não acredito nisso, nem sequer costuma ser prática comum…please….não subestimem as pessoas que ainda sabem pensar…é tortuoso.
Reitero o que disse algures neste texto. Ainda acredito na eficácia humana ,nos sonhos realizáveis e fecundos de alguns aspirantes a cargos políticos. Mas é absolutamente urgente e imperativo que os portugueses que exercem o seu direito de voto, tenham o discernimento para avaliar aqueles que realmente se enquadram nesse perfil e que na minha singela opinião são tão poucos se poderiam juntar num espaço exíguo e mesmo assim ainda continuaria a ser espaçoso.
Carmo Bernardo
Por vezes tento vestir frases e pensamentos que nada têm a ver comigo, numa tentativa, quiçá de me enquadrar nos padrões instituídos da normalidade, para estar na mesma linha de pensamento das pessoas que me circundam…. Depois num acto de genuíno arrependimento, flagelo-me repetidamente até expurgar todos os sentimentos que essas tentativas provocam em mim. Mas eu nunca serei normal….pelo menos sei que a minha normalidade jamais será entendida como tal…se me importo? De todo. Cada vez tenho mais a certeza, que embora não esteja só, tenho um leque muito restrito de almas empáticas.
Quantas vezes já dei comigo a pactuar com risos e palavras, ainda que sem convicção mas apenas como resultado de ausência de mim mesma? Algumas e sempre com uma imperiosa necessidade de provocar o vómito, expelir de mim essa sensação corrosiva.
Tenho todos os sonhos do mundo e o mundo não me tem…
Fragmento-me ao longo do percurso, procurando atalhos escusos onde guardar os meus receios para que não me magoem e depois gradualmente tento reconstruir-me.
Mas inexoravelmente os receios vêm novamente ao meu encontro, aninham-se no meu peito, como lapas numa rocha perto do mar.
Procuro madrugadas felizes, daquelas que majestosamente inundam os corações de luz, mas a cada dia que passa torna-se uma missão impossível.
Sinto o pulsar da tristeza ,soturna criatura que investe em mim com rasgos de sadismo.
Invoco o meu direito à felicidade, mas a tristeza é surda…
Resta-me um baú imenso, que incólume guarda todas as recordações felizes.
Carmo Bernardo
Quantas vezes já dei comigo a pactuar com risos e palavras, ainda que sem convicção mas apenas como resultado de ausência de mim mesma? Algumas e sempre com uma imperiosa necessidade de provocar o vómito, expelir de mim essa sensação corrosiva.
Tenho todos os sonhos do mundo e o mundo não me tem…
Fragmento-me ao longo do percurso, procurando atalhos escusos onde guardar os meus receios para que não me magoem e depois gradualmente tento reconstruir-me.
Mas inexoravelmente os receios vêm novamente ao meu encontro, aninham-se no meu peito, como lapas numa rocha perto do mar.
Procuro madrugadas felizes, daquelas que majestosamente inundam os corações de luz, mas a cada dia que passa torna-se uma missão impossível.
Sinto o pulsar da tristeza ,soturna criatura que investe em mim com rasgos de sadismo.
Invoco o meu direito à felicidade, mas a tristeza é surda…
Resta-me um baú imenso, que incólume guarda todas as recordações felizes.
Carmo Bernardo
Por vezes tento vestir frases e pensamentos que nada têm a ver comigo, numa tentativa, quiçá de me enquadrar nos padrões instituídos da normalidade, para estar na mesma linha de pensamento das pessoas que me circundam…. Depois num acto de genuíno arrependimento, flagelo-me repetidamente até expurgar todos os sentimentos que essas tentativas provocam em mim. Mas eu nunca serei normal….pelo menos sei que a minha normalidade jamais será entendida como tal…se me importo? De todo. Cada vez tenho mais a certeza, que embora não esteja só, tenho um leque muito restrito de almas empáticas.
Quantas vezes já dei comigo a pactuar com risos e palavras, ainda que sem convicção mas apenas como resultado de ausência de mim mesma? Algumas e sempre com uma imperiosa necessidade de provocar o vómito, expelir de mim essa sensação corrosiva.
Tenho todos os sonhos do mundo e o mundo não me tem…
Fragmento-me ao longo do percurso, procurando atalhos escusos onde guardar os meus receios para que não me magoem e depois gradualmente tento reconstruir-me.
Mas inexoravelmente os receios vêm novamente ao meu encontro, aninham-se no meu peito, como lapas numa rocha perto do mar.
Procuro madrugadas felizes, daquelas que majestosamente inundam os corações de luz, mas a cada dia que passa torna-se uma missão impossível.
Sinto o pulsar da tristeza ,soturna criatura que investe em mim com rasgos de sadismo.
Invoco o meu direito à felicidade, mas a tristeza é surda…
Resta-me um baú imenso, que incólume guarda todas as recordações felizes.
Carmo Bernardo
Quantas vezes já dei comigo a pactuar com risos e palavras, ainda que sem convicção mas apenas como resultado de ausência de mim mesma? Algumas e sempre com uma imperiosa necessidade de provocar o vómito, expelir de mim essa sensação corrosiva.
Tenho todos os sonhos do mundo e o mundo não me tem…
Fragmento-me ao longo do percurso, procurando atalhos escusos onde guardar os meus receios para que não me magoem e depois gradualmente tento reconstruir-me.
Mas inexoravelmente os receios vêm novamente ao meu encontro, aninham-se no meu peito, como lapas numa rocha perto do mar.
Procuro madrugadas felizes, daquelas que majestosamente inundam os corações de luz, mas a cada dia que passa torna-se uma missão impossível.
Sinto o pulsar da tristeza ,soturna criatura que investe em mim com rasgos de sadismo.
Invoco o meu direito à felicidade, mas a tristeza é surda…
Resta-me um baú imenso, que incólume guarda todas as recordações felizes.
Carmo Bernardo
Por vezes tento vestir frases e pensamentos que nada têm a ver comigo, numa tentativa, quiçá de me enquadrar nos padrões instituídos da normalidade, para estar na mesma linha de pensamento das pessoas que me circundam…. Depois num acto de genuíno arrependimento, flagelo-me repetidamente até expurgar todos os sentimentos que essas tentativas provocam em mim. Mas eu nunca serei normal….pelo menos sei que a minha normalidade jamais será entendida como tal…se me importo? De todo. Cada vez tenho mais a certeza, que embora não esteja só, tenho um leque muito restrito de almas empáticas.
Quantas vezes já dei comigo a pactuar com risos e palavras, ainda que sem convicção mas apenas como resultado de ausência de mim mesma? Algumas e sempre com uma imperiosa necessidade de provocar o vómito, expelir de mim essa sensação corrosiva.
Tenho todos os sonhos do mundo e o mundo não me tem…
Fragmento-me ao longo do percurso, procurando atalhos escusos onde guardar os meus receios para que não me magoem e depois gradualmente tento reconstruir-me.
Mas inexoravelmente os receios vêm novamente ao meu encontro, aninham-se no meu peito, como lapas numa rocha perto do mar.
Procuro madrugadas felizes, daquelas que majestosamente inundam os corações de luz, mas a cada dia que passa torna-se uma missão impossível.
Sinto o pulsar da tristeza ,soturna criatura que investe em mim com rasgos de sadismo.
Invoco o meu direito à felicidade, mas a tristeza é surda…
Resta-me um baú imenso, que incólume guarda todas as recordações felizes.
Carmo Bernardo
Quantas vezes já dei comigo a pactuar com risos e palavras, ainda que sem convicção mas apenas como resultado de ausência de mim mesma? Algumas e sempre com uma imperiosa necessidade de provocar o vómito, expelir de mim essa sensação corrosiva.
Tenho todos os sonhos do mundo e o mundo não me tem…
Fragmento-me ao longo do percurso, procurando atalhos escusos onde guardar os meus receios para que não me magoem e depois gradualmente tento reconstruir-me.
Mas inexoravelmente os receios vêm novamente ao meu encontro, aninham-se no meu peito, como lapas numa rocha perto do mar.
Procuro madrugadas felizes, daquelas que majestosamente inundam os corações de luz, mas a cada dia que passa torna-se uma missão impossível.
Sinto o pulsar da tristeza ,soturna criatura que investe em mim com rasgos de sadismo.
Invoco o meu direito à felicidade, mas a tristeza é surda…
Resta-me um baú imenso, que incólume guarda todas as recordações felizes.
Carmo Bernardo
Ìmpios
Não tenho o dom da pachorra e sobretudo não consigo, de todo vestir o vistoso manto da hipocrisia.
É claro que faço um esforço para não ser antipática, mas muitas vezes o que me apetece é trucidar algumas pessoas, sem dó nem piedade.
Gosto de pessoas íntegras, criativas e que usem o cérebro da forma que lhes aprouver, sem condicionalismos exteriores e basicamente que sejam o que entendem que devem ser, de acordo com as suas próprias ideias e não para agradar aos outros, visando sempre algum género de compensação.
No caso da igreja e tudo o que lhe subjaz, confesso que as minhas opiniões são muito redutoras, até demasiadamente simplistas, atendendo aos cânones estipulados e amplamente disseminados.
Não consigo digerir todo este manancial de incongruências em que a religião germina e prolifera, atordoando os incautos e os pobrezinhos de espírito. Que pensará Jesus Cristo, crucificado na cruz à semelhança de tantos outros ?Ele que advogava o amor,a paz e todos esses sentimentos benéficos, que apaziguam a alma e enriquecem o coração, deparar-se-ia com enormes monumentos, ricamente ornamentados, albergando inúmeros ineptos usufruindo do fausto que a riqueza permite. Não ponho em questão a fé de cada um, também tenho a minha dose e as minhas crenças. O que me faz cócegas na alma é a transmutação de algo tão simples como valores intrínsecos e válidos em algo que caminha para lados opostos, nomeadamente a vaidade, o fausto, a soberba. Tem que haver uma destrinça: de um lado valores materiais e do outro valores morais.
Li algures no jornal “Sendo, atualmente, D. Manuel Clemente vice-presidente, o mais certo é que o até agora bispo do Porto assuma, por decisão dos restantes prelados, a presidência, até às eleições, previstas para abril de 2014.”
Desculpem, mas não entendo isto…presidência??’eleições??Que diria Jesus Cristo desta matéria??
Ele que enalteceu o amor, as boas atitudes, que plantou sementinhas de luz nos corações de quem acreditava nele…
Enfim, não corro o risco de ser excomungada, até porque não reconheço poder algum à instituição chamada igreja e portanto posso permitir-me explanar as minhas opiniões. Contudo reitero o que disse, tenho as minhas crenças que certamente não se enquadram nos padrões estipulados bem como uma fé inabalável de que um dia todas as minhas questões serão sanadas.
Carmo Bernardo
Não tenho o dom da pachorra e sobretudo não consigo, de todo vestir o vistoso manto da hipocrisia.
É claro que faço um esforço para não ser antipática, mas muitas vezes o que me apetece é trucidar algumas pessoas, sem dó nem piedade.
Gosto de pessoas íntegras, criativas e que usem o cérebro da forma que lhes aprouver, sem condicionalismos exteriores e basicamente que sejam o que entendem que devem ser, de acordo com as suas próprias ideias e não para agradar aos outros, visando sempre algum género de compensação.
No caso da igreja e tudo o que lhe subjaz, confesso que as minhas opiniões são muito redutoras, até demasiadamente simplistas, atendendo aos cânones estipulados e amplamente disseminados.
Não consigo digerir todo este manancial de incongruências em que a religião germina e prolifera, atordoando os incautos e os pobrezinhos de espírito. Que pensará Jesus Cristo, crucificado na cruz à semelhança de tantos outros ?Ele que advogava o amor,a paz e todos esses sentimentos benéficos, que apaziguam a alma e enriquecem o coração, deparar-se-ia com enormes monumentos, ricamente ornamentados, albergando inúmeros ineptos usufruindo do fausto que a riqueza permite. Não ponho em questão a fé de cada um, também tenho a minha dose e as minhas crenças. O que me faz cócegas na alma é a transmutação de algo tão simples como valores intrínsecos e válidos em algo que caminha para lados opostos, nomeadamente a vaidade, o fausto, a soberba. Tem que haver uma destrinça: de um lado valores materiais e do outro valores morais.
Li algures no jornal “Sendo, atualmente, D. Manuel Clemente vice-presidente, o mais certo é que o até agora bispo do Porto assuma, por decisão dos restantes prelados, a presidência, até às eleições, previstas para abril de 2014.”
Desculpem, mas não entendo isto…presidência??’eleições??Que diria Jesus Cristo desta matéria??
Ele que enalteceu o amor, as boas atitudes, que plantou sementinhas de luz nos corações de quem acreditava nele…
Enfim, não corro o risco de ser excomungada, até porque não reconheço poder algum à instituição chamada igreja e portanto posso permitir-me explanar as minhas opiniões. Contudo reitero o que disse, tenho as minhas crenças que certamente não se enquadram nos padrões estipulados bem como uma fé inabalável de que um dia todas as minhas questões serão sanadas.
Carmo Bernardo
Descoroçoamento (s)
Nada nesta vida é garantido. Se respiro agora enquanto escrevo , é porque o meu coração ainda não se cansou de mim, mas daqui a algum tempo, sabe-se lá, pode chegar á conclusão que o meu peito já não lhe serve de abrigo e num rasgo de sensatez abrir de par em par as portas do silêncio perpétuo.
Os meus olhos sentem-se velhos; já não conseguem procurar da mesma forma as cores que habitam ao meu redor, e sobretudo ,já não têm paciência para brincar com os raios de luz que dantes escorriam pelos meus dedos ,como crianças traquinas.
Cansa-se-me a vontade e o desamor instala-se.
Morro-me a cada dia que passa, conscientemente.
E se empresto alguma poesia ás palavras, não é porque queira impregná-las de beleza , mas sim, porque desse modo, a mágoa provoca menos danos e por algum tempo ,consigo direcionar a minha letargia para um limbo emocional.
Os dias são todos opacos, não recebem a luz do sol e definham em ambiguidades.
Tic tac tic tac….impassivelmente , o relógio conducente da minha vida , perscrute o caminho por mim percorrido.
Na maior parte das vezes não me apetece ser cordial, para isso teria que ser fementida, se bem que muitas vezes recorro a frases destituídas de emoção.
O meu desejo, amiudadamente, é aniquilar aquelas alminhas bigúmeas, que subtilmente esventram os sonhos alheios, com doses controladas de sorrisos.
Mas claro, vivo num mundo de contradições, de desvios intencionais e se por um lado abomino a generalidade das pessoas, por outro há em mim uma curiosidade quase naïf de encontrar pessoas que primem pela diferença.
Gosto da nobreza de carácter, da força que vem das certezas e das convicções. Gosto de pessoas genuínas. Pessoas que transformam os medos em dádivas e que crescem para o mundo. Gosto de pessoas loucas, que vislumbram no nada inúmeros caleidoscópios.
Cansam-me as pessoas trajadas ostencivamente de boas intenções, normalmente subjaz qualquer coisa de fanático, mais rídiculo que assustador, no meu ponto de vista.
Cansam-me as pessoas cuja teoria suplanta em quantidades desmesuradas a realidade dos dias que correm, imperturbáveis a todos e quasquer condicionamentos externos.
Cansam-me as pessoas que cujas opiniões convergem para um funil , descambando inexoravelmente para um lamaçal de sofrimentos alheios.
Cansam-me as pessoas tacanhas , que com as suas asas de plástico cruzam os céus da ignomínia, defecando palavras vãs para a imensidão de almas alcatroadas.
Cansam-me as pessoas obtusamente convictas das suas verdadezinhas humanitárias, sempre com opinião formada em relação aos “pobrezinhos” e etnias minoritárias, tomando-lhes as dores, teoricamente aconchegando-os no regaço, sabendo eu, por experiência própria que muitas destas alminhas caridosas não passam de tartuffes.
Cansam-me as pessoas excessivamente sorridentes , penso sempre se não terão por ventura alguma espécie de tumefação purulenta em lugar do coração, que lhes tolde os músculos faciais e impeça de variar a expressividade no rosto.
Justiça…ok…é o quê??Sempre entendi a justiça como elemento fulcral, numa engrenagem complexa , indissociável com a equidade, uma parceria forte e fecunda, no entanto atrevo-me a dizer que dado o que me é dado a observar, tenho que substitui-la por iniquidade. A justiça, afinal, sendo que tem vontade própria e cavalga à solta e sem freio ,decidiu eximir-se da sua real função e fazer um pacto sem termo, com a iniquidade. E não é que ganha força motriz neste mundo de estrábicos emocionais?
Por todo o lado e estrategicamente posicionados, intelectualóides opinam sobre os mais distintos assuntos,com aquelas carinhas indistintas e as palavrinhas serpenteadas , que no cômputo geral não querem dizer absolutamente nada,mas que são escutadas atentamente por outros tantos intelectualóides, que com ar de entendidos anuem com as cabecinhas reluzentes de tanta pertinácia.
Inventem-se novas pessoas,reinventem-se outras tantas e tenho a certeza que um dia,viver será uma dádiva e não um quase permanente martírio.
Carmo Bernardo
Nada nesta vida é garantido. Se respiro agora enquanto escrevo , é porque o meu coração ainda não se cansou de mim, mas daqui a algum tempo, sabe-se lá, pode chegar á conclusão que o meu peito já não lhe serve de abrigo e num rasgo de sensatez abrir de par em par as portas do silêncio perpétuo.
Os meus olhos sentem-se velhos; já não conseguem procurar da mesma forma as cores que habitam ao meu redor, e sobretudo ,já não têm paciência para brincar com os raios de luz que dantes escorriam pelos meus dedos ,como crianças traquinas.
Cansa-se-me a vontade e o desamor instala-se.
Morro-me a cada dia que passa, conscientemente.
E se empresto alguma poesia ás palavras, não é porque queira impregná-las de beleza , mas sim, porque desse modo, a mágoa provoca menos danos e por algum tempo ,consigo direcionar a minha letargia para um limbo emocional.
Os dias são todos opacos, não recebem a luz do sol e definham em ambiguidades.
Tic tac tic tac….impassivelmente , o relógio conducente da minha vida , perscrute o caminho por mim percorrido.
Na maior parte das vezes não me apetece ser cordial, para isso teria que ser fementida, se bem que muitas vezes recorro a frases destituídas de emoção.
O meu desejo, amiudadamente, é aniquilar aquelas alminhas bigúmeas, que subtilmente esventram os sonhos alheios, com doses controladas de sorrisos.
Mas claro, vivo num mundo de contradições, de desvios intencionais e se por um lado abomino a generalidade das pessoas, por outro há em mim uma curiosidade quase naïf de encontrar pessoas que primem pela diferença.
Gosto da nobreza de carácter, da força que vem das certezas e das convicções. Gosto de pessoas genuínas. Pessoas que transformam os medos em dádivas e que crescem para o mundo. Gosto de pessoas loucas, que vislumbram no nada inúmeros caleidoscópios.
Cansam-me as pessoas trajadas ostencivamente de boas intenções, normalmente subjaz qualquer coisa de fanático, mais rídiculo que assustador, no meu ponto de vista.
Cansam-me as pessoas cuja teoria suplanta em quantidades desmesuradas a realidade dos dias que correm, imperturbáveis a todos e quasquer condicionamentos externos.
Cansam-me as pessoas que cujas opiniões convergem para um funil , descambando inexoravelmente para um lamaçal de sofrimentos alheios.
Cansam-me as pessoas tacanhas , que com as suas asas de plástico cruzam os céus da ignomínia, defecando palavras vãs para a imensidão de almas alcatroadas.
Cansam-me as pessoas obtusamente convictas das suas verdadezinhas humanitárias, sempre com opinião formada em relação aos “pobrezinhos” e etnias minoritárias, tomando-lhes as dores, teoricamente aconchegando-os no regaço, sabendo eu, por experiência própria que muitas destas alminhas caridosas não passam de tartuffes.
Cansam-me as pessoas excessivamente sorridentes , penso sempre se não terão por ventura alguma espécie de tumefação purulenta em lugar do coração, que lhes tolde os músculos faciais e impeça de variar a expressividade no rosto.
Justiça…ok…é o quê??Sempre entendi a justiça como elemento fulcral, numa engrenagem complexa , indissociável com a equidade, uma parceria forte e fecunda, no entanto atrevo-me a dizer que dado o que me é dado a observar, tenho que substitui-la por iniquidade. A justiça, afinal, sendo que tem vontade própria e cavalga à solta e sem freio ,decidiu eximir-se da sua real função e fazer um pacto sem termo, com a iniquidade. E não é que ganha força motriz neste mundo de estrábicos emocionais?
Por todo o lado e estrategicamente posicionados, intelectualóides opinam sobre os mais distintos assuntos,com aquelas carinhas indistintas e as palavrinhas serpenteadas , que no cômputo geral não querem dizer absolutamente nada,mas que são escutadas atentamente por outros tantos intelectualóides, que com ar de entendidos anuem com as cabecinhas reluzentes de tanta pertinácia.
Inventem-se novas pessoas,reinventem-se outras tantas e tenho a certeza que um dia,viver será uma dádiva e não um quase permanente martírio.
Carmo Bernardo
As pessoas não querem trabalhar? Algumas até querem, mas com tantos entraves, conseguir trabalho pode tornar-se uma tarefa penosa e extremamente inglória .
Dou uma vista de olhos pelas ofertas apresentadas em vários sites de emprego.
Num, estão a pedir um servente agrícola que tenha conhecimento em produção de adubo, sistema de regas, experiência em controlo de pragas (…)e bons conhecimentos de inglês. E tudo isto para apanhar framboesas.
Noutro, pedem empregada de hotel, para fazer as limpezas dos quartos. Os requisitos principais são: ter mais de 1.70cm,bons conhecimentos de inglês(…) que eu saiba as empregadas de hotel não têm contacto directo com os clientes, portanto, a questão da altura, deve ser para facilitar a limpeza dos tectos, sem recorrer a escadote e os conhecimentos de inglês para estabelecer diálogo com os panos enquanto se limpa a retrete…
Ainda noutro anúncio, pedem uma pessoa para trabalhar com crianças. E pasme-se”com registo criminal inexistente pela negativa” Quem teria escrito esta frase? Inexistente pela negativa….boa…Eventualmente algum conhecedor da língua portuguesa ,com uma licenciatura qualquer.
E a lista de anúncios é imensa,com requisitos surreais,que não se coadunam, de todo,com as funções a desempenhar.Mas enfim...
Tenho pena que não se faculte um certificado às mães, pelo bom desempenho, assim já haveria um papel para apresentar quando se tem que responder a ofertas de trabalho que envolvam crianças…ou certificados de dona de casa….assim já se poderia concorrer a empregos para trabalho doméstico!E provavelmente teriam muito mais credibilidade.
E acho estranho que com tantos requisitos ,para as mais variadas áreas de trabalho, se continue a verificar a inépcia de uma infinidade de alminhas com as pálpebras descaídas ,num estado semi-comatoso, convencidas que prestam um excelente serviço à humanidade. Será que não lhe foram exigidos requisitos???
Compreendo a necessidade de alguns empregadores adoptarem determinados critérios, para melhor avaliação do potencial candidato, mas sinceramente e na minha humilde opinião creio que deviam ter um pouco de discernimento, dependendo da natureza das funções ,evidentemente.
Dou uma vista de olhos pelas ofertas apresentadas em vários sites de emprego.
Num, estão a pedir um servente agrícola que tenha conhecimento em produção de adubo, sistema de regas, experiência em controlo de pragas (…)e bons conhecimentos de inglês. E tudo isto para apanhar framboesas.
Noutro, pedem empregada de hotel, para fazer as limpezas dos quartos. Os requisitos principais são: ter mais de 1.70cm,bons conhecimentos de inglês(…) que eu saiba as empregadas de hotel não têm contacto directo com os clientes, portanto, a questão da altura, deve ser para facilitar a limpeza dos tectos, sem recorrer a escadote e os conhecimentos de inglês para estabelecer diálogo com os panos enquanto se limpa a retrete…
Ainda noutro anúncio, pedem uma pessoa para trabalhar com crianças. E pasme-se”com registo criminal inexistente pela negativa” Quem teria escrito esta frase? Inexistente pela negativa….boa…Eventualmente algum conhecedor da língua portuguesa ,com uma licenciatura qualquer.
E a lista de anúncios é imensa,com requisitos surreais,que não se coadunam, de todo,com as funções a desempenhar.Mas enfim...
Tenho pena que não se faculte um certificado às mães, pelo bom desempenho, assim já haveria um papel para apresentar quando se tem que responder a ofertas de trabalho que envolvam crianças…ou certificados de dona de casa….assim já se poderia concorrer a empregos para trabalho doméstico!E provavelmente teriam muito mais credibilidade.
E acho estranho que com tantos requisitos ,para as mais variadas áreas de trabalho, se continue a verificar a inépcia de uma infinidade de alminhas com as pálpebras descaídas ,num estado semi-comatoso, convencidas que prestam um excelente serviço à humanidade. Será que não lhe foram exigidos requisitos???
Compreendo a necessidade de alguns empregadores adoptarem determinados critérios, para melhor avaliação do potencial candidato, mas sinceramente e na minha humilde opinião creio que deviam ter um pouco de discernimento, dependendo da natureza das funções ,evidentemente.
Percurso errante
Aqui vou eu a caminho do centro de emprego para uma sessão (des)informativa. Lá chegada, dirijo-me ao segurança, que de acordo com o observado, é a pessoa mais diligente que se encontra a trabalhar naquela instituição. Entrego-lhe folha que me tinha sido facultada atempadamente, mais precisamente um mês e meio, onde consta o nome e o propósito da minha ida. O segurança pede que aguarde. Reparo que a sala está repleta de pessoas, meus colegas involuntários nesta odisseia.. Decorreu algum tempo até o segurança iniciar a chamada. João…Francisco…..Mª Carmo(…)ficamos todos de pé ,junto ao incansável self made man.
Finalmente, todos uns atrás dos outros como carneirinhos obedientes a caminho do matadouro.,lá seguimos,descendo as escadas directamente para uma sala inundada de sol (pelo menos isso!).Não pude deixar de rir, mas ao mesmo tempo afloraram-me as lágrimas aos olhos cansados de tão zelosos procedimentos!?Senti-me um mero número, uma pessoa qualquer, descaracterizada pelo funcionamento quase surreal deste organismo que não se compadece com as fragilidades de cada um.
Eis-nos a todos, sentadinhos numa sala a olhar para o vazio, cada qual com a sua história de vida.
O meu olhar inquieto e curioso viajou de rosto em rosto tentando perscrutar um pouco da história de cada um.
Aparece um senhor, que percebi seria o nosso orientador .Despachado, com algum sentido de humor.
Quis saber o que cada um estava ali a fazer, o que procurava.
E consoante o nome era dito, lá iam desfilando rosários, mostrando espectativas. Quando chegou a minha vez:” olá boa tarde, sou a Carmo, tenho 48 anos e o 12º ano e estar aqui , é para mim estranho,pensei que ia ter informação individualizada,e não inserida neste contexto.Mas adiante.Pretendo adquirir competências que me permitam fazer face ás exigências laborais, de preferência algo relacionado com a agricultura.
-“Sim senhora,pois bem cursos temos apenas um em mesa,mecânico de carroçarias.Depois temos a vida activa que consiste nuns módulos, em que se aprende qualquer coisa sobre determinadas profissões, mas que não é certificado.
Ah ok,estou a perceber,é apenas uma medida para entreter o people,uma forma escamoteada de atirar areia para os olhinhos!!
Tanto um como outro -continuou o senhor amavelmente para me esclarecer,garante subsídio de transporte, bem como de alimentação.”
-Pois ,é mesmo isso que estou a precisar, pensei eu. Nesta altura da minha vida em que atingi esta provecta idade e já acuso laivos de senilidade,preciso mesmo é de estar entretida!!?? A minha odisseia naquele ambiente surreal durou uma hora mais ou menos.
A minha ida ali não foi propriamente em vão,fiquei a saber as idades das pessoas que estavam na sala,bem como as suas habilitações literárias.Valha-nos isso.De resto saí informada de coisa nenhuma.
Confesso que me senti completamente depauperada e de repente senti-me cair num abismo.
Não quero isto para mim, parece que não é este o meu tempo.
Abomino toda e qualquer situação em que o meu ser se contorce de indignação por factores exteriores à minha vontade,porque me sinto impotente .
Não deixo de pensar em toda a gente que se insurge contra isto e aquilo sem nunca terem tido necessidade de andar nestes meandros.
Aborrece-me de morte(por isso morro todos dias um pouco),ter que lidar com teóricos, gente bacoca e convencida que detém a sabedoria eterna.
Blá….blá….já não tenho espaço para compactar mais idiotices vindas de fora.
Não tenho efectivamente paciência para lidar com a generalidade das pessoas e ponto. Neste cataclísmico mundo do qual faço parte, é um direito que me reservo.Um reduto onde vive a minha dignidade e esperança.
Voilá , mais um episódio disperso, desta minha caminhada errante pelos atalhos da vida.
Carmo Bernardo
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Aqui vou eu a caminho do centro de emprego para uma sessão (des)informativa. Lá chegada, dirijo-me ao segurança, que de acordo com o observado, é a pessoa mais diligente que se encontra a trabalhar naquela instituição. Entrego-lhe folha que me tinha sido facultada atempadamente, mais precisamente um mês e meio, onde consta o nome e o propósito da minha ida. O segurança pede que aguarde. Reparo que a sala está repleta de pessoas, meus colegas involuntários nesta odisseia.. Decorreu algum tempo até o segurança iniciar a chamada. João…Francisco…..Mª Carmo(…)ficamos todos de pé ,junto ao incansável self made man.
Finalmente, todos uns atrás dos outros como carneirinhos obedientes a caminho do matadouro.,lá seguimos,descendo as escadas directamente para uma sala inundada de sol (pelo menos isso!).Não pude deixar de rir, mas ao mesmo tempo afloraram-me as lágrimas aos olhos cansados de tão zelosos procedimentos!?Senti-me um mero número, uma pessoa qualquer, descaracterizada pelo funcionamento quase surreal deste organismo que não se compadece com as fragilidades de cada um.
Eis-nos a todos, sentadinhos numa sala a olhar para o vazio, cada qual com a sua história de vida.
O meu olhar inquieto e curioso viajou de rosto em rosto tentando perscrutar um pouco da história de cada um.
Aparece um senhor, que percebi seria o nosso orientador .Despachado, com algum sentido de humor.
Quis saber o que cada um estava ali a fazer, o que procurava.
E consoante o nome era dito, lá iam desfilando rosários, mostrando espectativas. Quando chegou a minha vez:” olá boa tarde, sou a Carmo, tenho 48 anos e o 12º ano e estar aqui , é para mim estranho,pensei que ia ter informação individualizada,e não inserida neste contexto.Mas adiante.Pretendo adquirir competências que me permitam fazer face ás exigências laborais, de preferência algo relacionado com a agricultura.
-“Sim senhora,pois bem cursos temos apenas um em mesa,mecânico de carroçarias.Depois temos a vida activa que consiste nuns módulos, em que se aprende qualquer coisa sobre determinadas profissões, mas que não é certificado.
Ah ok,estou a perceber,é apenas uma medida para entreter o people,uma forma escamoteada de atirar areia para os olhinhos!!
Tanto um como outro -continuou o senhor amavelmente para me esclarecer,garante subsídio de transporte, bem como de alimentação.”
-Pois ,é mesmo isso que estou a precisar, pensei eu. Nesta altura da minha vida em que atingi esta provecta idade e já acuso laivos de senilidade,preciso mesmo é de estar entretida!!?? A minha odisseia naquele ambiente surreal durou uma hora mais ou menos.
A minha ida ali não foi propriamente em vão,fiquei a saber as idades das pessoas que estavam na sala,bem como as suas habilitações literárias.Valha-nos isso.De resto saí informada de coisa nenhuma.
Confesso que me senti completamente depauperada e de repente senti-me cair num abismo.
Não quero isto para mim, parece que não é este o meu tempo.
Abomino toda e qualquer situação em que o meu ser se contorce de indignação por factores exteriores à minha vontade,porque me sinto impotente .
Não deixo de pensar em toda a gente que se insurge contra isto e aquilo sem nunca terem tido necessidade de andar nestes meandros.
Aborrece-me de morte(por isso morro todos dias um pouco),ter que lidar com teóricos, gente bacoca e convencida que detém a sabedoria eterna.
Blá….blá….já não tenho espaço para compactar mais idiotices vindas de fora.
Não tenho efectivamente paciência para lidar com a generalidade das pessoas e ponto. Neste cataclísmico mundo do qual faço parte, é um direito que me reservo.Um reduto onde vive a minha dignidade e esperança.
Voilá , mais um episódio disperso, desta minha caminhada errante pelos atalhos da vida.
Carmo Bernardo
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“Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens”Pitágoras
Aflige-me o dom verborreico que emana de certas criaturas com cargos privilegiados, seres que adormecem á noite enrolados numa mortalha,tendo como companhia um rol interminável de vaidades.
Absorvidos pela ganância, tomam como verdades tudo o que lhes aprouver, no intuito de brilhar em nome dos desafortunados. Ultimamente fala-se muito dos velhos. Sobretudo dos velhos que são abandonados em lares e hospitais. De repente ,sabe-se lá porquê, muitos tiraram a consciência da gaveta(pelo menos assim parece) e iniciaram uma cruzada contra a injustiça. De acordo com notícias recentes , o presidente da União das Misericórdias Portuguesas defende a” necessidade de uma legislação que responsabilize as famílias que abandonam idosos em lares e hospitais” ,sendo que atribui este fenómeno a “uma crise de valores” .Disse ainda este senhor que é preciso chamar todos os portugueses “á sua responsabilidade”, recordando a frase de Kennedy” não perguntem á América o que pode fazer pelos americanos, mas aos americanos o que podem fazer pela América “De acordo com o senhor, esta frase aplica-se completamente aos portugueses.
Ora bem…a crise de valores. Concordo plenamente. Banalizam-se pensamentos e atitudes menos dignos, quase sempre com a conivência da maior parte das pessoas, ou porque concordam ou porque não se querem incomodar. Valoriza-se a materialidade em detrimento da espiritualidade, o imediato em vez da construção de alicerces sólidos.
Permeabilizam-se imbecilidades, aplaudem-se mediocridades, anui-se imbuído de doses de cumplicidade com ideias ridículas de cérebros estanques e direccionados a sítio nenhum, desculpabilizam-se atitudes, porque isto de cair em graça ao invés de ser engraçado é muito verdadeiro, muito habilmente proliferado, enaltecem-se pessoas que não fazem rigorosamente nada de bom,Pois ,enfim, esta liberdade minada que todos advogam como um direito assistencial, vai ser o despoletador célere para a destruição desta humanidade cada vez mais decadente.
Mas criar uma legislação que penalize quem abandona os pais?Mas como é que se penaliza a ausência de sentimentos,de princípios?Prisão perpétua?Ah não é apenas uma coima,um valor pecuniário .Ok.
Sinceramente, é das soluções mais patéticas que ouvi nos últimos tempos.
Então depreendo que a partir do momento em que a legislação entrar em vigor,se entrar, os lares vão estar repletos com os filhos dos utentes(ninguém vai querer desembolsar uns trocados).No meu entender, o mais importante é educar as pessoas,desde o nascimento.Nas suas casas, com os seus pais,que são quem tem responsabilidades na construção de um ser íntegro.Depois , temos a escola,que serve para facultar todos e quasquer mecanismos que conduzam à instrução.
Estou a lembrar-me que existe uma disciplina,educação para a cidadania,Um destes dias perguntei a uma sobrinha o que se fazia durante este tempo específico e fiquei a saber que a professora normalmente aproveita esse tempo para passar um filme, focando o tema de bullying.Ok.Estou mesmo a ver, a atenção dispensada de miúdos de 14,15 anos…deve ser uma brincadeira autêntica, tempo passado sem qualidade.Porque não rentabilizar esse tempo e visitar lares,hospitais(contacto directo com a realidade), criar debates,visitas de estudo, ao invés de estar confinado a uma sala de aula a ver filmes?As crianças e adolescentes são esponjas,preparados para absorver toda a informação ,mas precisam de filtrá-la e compete a quem já foi criança e adquiriu maturidade e por algum motivo decidiu que a sua vocação era dar aulas,ser o leme desse barco, sob pena de andar á deriva durante muito tempo e sucumbir no mar da mediocridade.
Há que começar por algum lado, não delegar nos outros culpas que só cabem na nossa alcofinha.Debates,conferências,investigações,estudos,estatísticas,opiniões dos mais diversos “entendidos”nesta matéria(…)todo um manancial de iniciativas amplamente divulgadas…mas a questão é que o panorama é cada vez mais adverso,sempre em crescendo…onde estão os resultados de tanta verbosidade?
Onde estão as pessoas com poder decisório,que visam efectivamente implementar a justiça,a equidade,sem pensar em retirar dividendos?O que observo,é um bando de pavões a exibir as asas, sistematicamente,com um vocabulário irrepreensível, cheio de termos técnicos que quase ninguém percebe(eventualmente nem eles próprios).
È urgente a mudança…porque honestamente, a generalidade das pessoas são um autêntico descalabro…please….
Carmo Bernardo
Aflige-me o dom verborreico que emana de certas criaturas com cargos privilegiados, seres que adormecem á noite enrolados numa mortalha,tendo como companhia um rol interminável de vaidades.
Absorvidos pela ganância, tomam como verdades tudo o que lhes aprouver, no intuito de brilhar em nome dos desafortunados. Ultimamente fala-se muito dos velhos. Sobretudo dos velhos que são abandonados em lares e hospitais. De repente ,sabe-se lá porquê, muitos tiraram a consciência da gaveta(pelo menos assim parece) e iniciaram uma cruzada contra a injustiça. De acordo com notícias recentes , o presidente da União das Misericórdias Portuguesas defende a” necessidade de uma legislação que responsabilize as famílias que abandonam idosos em lares e hospitais” ,sendo que atribui este fenómeno a “uma crise de valores” .Disse ainda este senhor que é preciso chamar todos os portugueses “á sua responsabilidade”, recordando a frase de Kennedy” não perguntem á América o que pode fazer pelos americanos, mas aos americanos o que podem fazer pela América “De acordo com o senhor, esta frase aplica-se completamente aos portugueses.
Ora bem…a crise de valores. Concordo plenamente. Banalizam-se pensamentos e atitudes menos dignos, quase sempre com a conivência da maior parte das pessoas, ou porque concordam ou porque não se querem incomodar. Valoriza-se a materialidade em detrimento da espiritualidade, o imediato em vez da construção de alicerces sólidos.
Permeabilizam-se imbecilidades, aplaudem-se mediocridades, anui-se imbuído de doses de cumplicidade com ideias ridículas de cérebros estanques e direccionados a sítio nenhum, desculpabilizam-se atitudes, porque isto de cair em graça ao invés de ser engraçado é muito verdadeiro, muito habilmente proliferado, enaltecem-se pessoas que não fazem rigorosamente nada de bom,Pois ,enfim, esta liberdade minada que todos advogam como um direito assistencial, vai ser o despoletador célere para a destruição desta humanidade cada vez mais decadente.
Mas criar uma legislação que penalize quem abandona os pais?Mas como é que se penaliza a ausência de sentimentos,de princípios?Prisão perpétua?Ah não é apenas uma coima,um valor pecuniário .Ok.
Sinceramente, é das soluções mais patéticas que ouvi nos últimos tempos.
Então depreendo que a partir do momento em que a legislação entrar em vigor,se entrar, os lares vão estar repletos com os filhos dos utentes(ninguém vai querer desembolsar uns trocados).No meu entender, o mais importante é educar as pessoas,desde o nascimento.Nas suas casas, com os seus pais,que são quem tem responsabilidades na construção de um ser íntegro.Depois , temos a escola,que serve para facultar todos e quasquer mecanismos que conduzam à instrução.
Estou a lembrar-me que existe uma disciplina,educação para a cidadania,Um destes dias perguntei a uma sobrinha o que se fazia durante este tempo específico e fiquei a saber que a professora normalmente aproveita esse tempo para passar um filme, focando o tema de bullying.Ok.Estou mesmo a ver, a atenção dispensada de miúdos de 14,15 anos…deve ser uma brincadeira autêntica, tempo passado sem qualidade.Porque não rentabilizar esse tempo e visitar lares,hospitais(contacto directo com a realidade), criar debates,visitas de estudo, ao invés de estar confinado a uma sala de aula a ver filmes?As crianças e adolescentes são esponjas,preparados para absorver toda a informação ,mas precisam de filtrá-la e compete a quem já foi criança e adquiriu maturidade e por algum motivo decidiu que a sua vocação era dar aulas,ser o leme desse barco, sob pena de andar á deriva durante muito tempo e sucumbir no mar da mediocridade.
Há que começar por algum lado, não delegar nos outros culpas que só cabem na nossa alcofinha.Debates,conferências,investigações,estudos,estatísticas,opiniões dos mais diversos “entendidos”nesta matéria(…)todo um manancial de iniciativas amplamente divulgadas…mas a questão é que o panorama é cada vez mais adverso,sempre em crescendo…onde estão os resultados de tanta verbosidade?
Onde estão as pessoas com poder decisório,que visam efectivamente implementar a justiça,a equidade,sem pensar em retirar dividendos?O que observo,é um bando de pavões a exibir as asas, sistematicamente,com um vocabulário irrepreensível, cheio de termos técnicos que quase ninguém percebe(eventualmente nem eles próprios).
È urgente a mudança…porque honestamente, a generalidade das pessoas são um autêntico descalabro…please….
Carmo Bernardo
Já passaram oito anos …
Ausentou-se das nossas vidas, fisicamente, anichando-se na memória dos que a amavam
Nessa altura dediquei-lhe um poema, entre lágrimas e sorrisos. Sem título, não é preciso.
E hoje apeteceu-me partilhar…
Vozita
Pequena ave de luz
Que nidifica alegria no meu peito
E traça voos de esperança na minha vida.
Que a sua presença seja constante.
Aguardo o dia em que as nossas almas
Possam abraçar-se.
Guardo o seu sorriso religiosamente
e a sua bondade
numa caixinha especial,dentro do coração.
Este espaço será sempre da vozita
E terá sempre o odor da maresia
de um final de tarde no Verão.
Lembrar-me-ei sempre de si
Até que a minha memória seja vencida pelo cansaço.
Um beijo incomensurável
da sua neta.
Carmo Bernardo
Ausentou-se das nossas vidas, fisicamente, anichando-se na memória dos que a amavam
Nessa altura dediquei-lhe um poema, entre lágrimas e sorrisos. Sem título, não é preciso.
E hoje apeteceu-me partilhar…
Vozita
Pequena ave de luz
Que nidifica alegria no meu peito
E traça voos de esperança na minha vida.
Que a sua presença seja constante.
Aguardo o dia em que as nossas almas
Possam abraçar-se.
Guardo o seu sorriso religiosamente
e a sua bondade
numa caixinha especial,dentro do coração.
Este espaço será sempre da vozita
E terá sempre o odor da maresia
de um final de tarde no Verão.
Lembrar-me-ei sempre de si
Até que a minha memória seja vencida pelo cansaço.
Um beijo incomensurável
da sua neta.
Carmo Bernardo
Não percebo como existem pessoas com cargos políticos e não só que conseguem ficar indiferentes face à pobreza. Não sendo um fenómeno novo, é contudo mais evidente, pelas mais diversas razões.
E no meu pueril entendimento, questiono-me ininterruptamente no que concerne ao facto de não haver alguém, a quem de direito, que faça a diferença. Por todo o lado existem casas devolutas, construções inacabadas(…)será , em termos burocráticos impossível articular com as entidades competentes, por forma a transformá-las em casas para aquelas crianças que deambulam pelas ruas, para os adultos que dormem com cartões por cima para mitigar o frio(…)?
Será que posteriormente não se podiam unir esforços no sentido de dar formação a essas pessoas ,rentabilizar os seus conhecimentos em prol de uma causa comum?
Será que é assim tão ,mas tão difícil alguém com poder decisório ,imbuído de carácter e genuinamente preocupado com os pobres arregaçar as mangas e transformar palavreado estéril em acções profícuas?
Os verdadeiros homens não temem empreitadas difíceis e sabem dizer não aos compadrios e lambe botas…
Enaltecem e dão primazia a assuntos efectivamente importantes em detrimento da procura incessante de protagonismo e uma vida de regalias imerecidas.
Contudo sou continuamente assolada pela mesma questão…onde estão esses homens??
E no meu pueril entendimento, questiono-me ininterruptamente no que concerne ao facto de não haver alguém, a quem de direito, que faça a diferença. Por todo o lado existem casas devolutas, construções inacabadas(…)será , em termos burocráticos impossível articular com as entidades competentes, por forma a transformá-las em casas para aquelas crianças que deambulam pelas ruas, para os adultos que dormem com cartões por cima para mitigar o frio(…)?
Será que posteriormente não se podiam unir esforços no sentido de dar formação a essas pessoas ,rentabilizar os seus conhecimentos em prol de uma causa comum?
Será que é assim tão ,mas tão difícil alguém com poder decisório ,imbuído de carácter e genuinamente preocupado com os pobres arregaçar as mangas e transformar palavreado estéril em acções profícuas?
Os verdadeiros homens não temem empreitadas difíceis e sabem dizer não aos compadrios e lambe botas…
Enaltecem e dão primazia a assuntos efectivamente importantes em detrimento da procura incessante de protagonismo e uma vida de regalias imerecidas.
Contudo sou continuamente assolada pela mesma questão…onde estão esses homens??
Face c(r)ónicas
Há uma linha muito ténue entre o certo e o errado e homens de carácter não ultrapassam essa fronteira, sob pena de não terem legitimidade moral(ou pelo menos não deviam ter),de emitirem determinadas opiniões.
Como é possível haver um pacto de imoralidade entre pessoas que aprovam determinadas normas e os que beneficiam delas ,com prejuízo evidente para a economia de um país e uma afronta obscena a quem trabalha com dignidade e com valores. E tudo às claras ,o que na minha opinião revela um autêntico desprezo pelos indigentes deste país lindíssimo, mas cujo sol não entra nos seus corações empedernidos, onde impera ,descarada, a sensação de impunidade.
As pessoas com cargos políticos e não só, têm que deixar as avarezas emocionais de parte, mergulhar na realidade a uma profundidade considerável e fazerem jús ao dinheiro que ganham. Deviam deixar de se pavonear jactanciosamente e sobretudo não subestimar as pessoas e as suas efectivas necessidades, porque nem todos são quadrúpedes desalmados.
Carmo Bernardo
Há uma linha muito ténue entre o certo e o errado e homens de carácter não ultrapassam essa fronteira, sob pena de não terem legitimidade moral(ou pelo menos não deviam ter),de emitirem determinadas opiniões.
Como é possível haver um pacto de imoralidade entre pessoas que aprovam determinadas normas e os que beneficiam delas ,com prejuízo evidente para a economia de um país e uma afronta obscena a quem trabalha com dignidade e com valores. E tudo às claras ,o que na minha opinião revela um autêntico desprezo pelos indigentes deste país lindíssimo, mas cujo sol não entra nos seus corações empedernidos, onde impera ,descarada, a sensação de impunidade.
As pessoas com cargos políticos e não só, têm que deixar as avarezas emocionais de parte, mergulhar na realidade a uma profundidade considerável e fazerem jús ao dinheiro que ganham. Deviam deixar de se pavonear jactanciosamente e sobretudo não subestimar as pessoas e as suas efectivas necessidades, porque nem todos são quadrúpedes desalmados.
Carmo Bernardo
Miscelânia
Na maior parte das vezes, sinto-me uma pessoa forte , alheia aos zumbidos ensurdecedores emitidos por pessoas visceralmente delapidadoras, mas ultimamente sinto um cansaço castrador, uma apatia generalizada ao que me rodeia e vivo momentos prenhes de ambiguidade. Ora me apetece soltar um grito que rasgue literalmente conceitos pré estabelecidos, temas socialmente aceites por esta chusma de gente sem alma , ora me apetece adormecer o cérebro e deixá-lo fenecer por ausência de actividade! Ás vezes não suporto tanta pestilência verbal, servida em doses industrias, implementada através da impertinência e ausência de caracter!Tenho 48 anos: de sonhos dissipados gradualmente, de sorrisos que já escasseiam e os meus lindos olhos azuis já não cintilam da mesma forma e por isso os meus dias e as minhas noites estão a ficar gradualmente mais escuros. Empatizo com pessoas criativas, com capacidade de sonhar e que fazem da palavra o seu instrumento de vida:mas sobretudo sinto uma afinidade descomunal por pessoas íntegras, justas que observam com os olhos da alma .Sinto um desconforto desmesurável, quase a roçar a aversão ante a presença de pessoas invejosas, que pensam ser superiores aos outros!Mas superiores em que sentido??!!!Na inabilidade?Faz parte da natureza humana cometer erros, regredir nas opiniões mais imediatas, mas apenas uma ínfima percentagem tem a hombridade de abdicar do orgulho e permitir-se reconhecer os erros. Deparo-me continuamente com situações de pura crueldade, face a uma faixa etária desprotegiada , abandonada à sorte por quem devia ser cuidador. Pessoas que vivem alheadas da realidade, esgotadas pelos gritos, , pelo abandono, pela pouca sorte de um dia terem envelhecido tendo apenas por companhia a solidão imposta.São pessoa inócuas, carentes de afectos e palavras.Vivem em sobressalto constante, desnutridas de humanidade e escondem as lágrimas juntamente com as memórias de tempos longínquos, onde já foram crianças um dia!!Não sendo religiosa, acredito em Deus!Um Deus com quem desabafo, partilho as raivas, os medos e também alegrias, um Deus colorido e justo.Sempre o questionei, tantas vezes lhe manifestei a minha revolta eventualmente culpei-o pela minha pouca sorte, cheguei a insultá-lo.Não ollho para o céu para ver Deus...olho para as aves que rasgam o céu, para o barulho do mar a lamber a areia da praia, olho para as cascatas que se atiram sem medo para a planície verdejante, olho para as criancinhas curiosas e atentas, ainda sem maldade, olho para o pôr do sol, o nascer do sol, a chuva a pingar de encontro aos beirais (...)Para mim tudo isso é Deus!É energia.A minha alma não se concentra só num ponto.Dispersa-se de forma sistemática em diversas direcções e não concebo a ideia de ser de outra forma.E é por isso que me delicio com estranhas formas de ser.Não entranho de forma alguma a estaticidade, jamais permitirei que me invada, a não ser que se alie ao alzheimer e me vençam a vontade.Estamos todos, impreterivelmente, condenados a seguir o trotar do tempo, metódico e irreversível e se por vezes essa constatação engrandece o meu espírito, outras vezes tolda-me os pensamentos e a tristeza aloja-se deixando um cheiro fétido a derrota.E é também por isto que preciso de escrever....para sentir que ainda há resquícios de esperança no futuro, no meu futuro.
Carmo Bernardo
Na maior parte das vezes, sinto-me uma pessoa forte , alheia aos zumbidos ensurdecedores emitidos por pessoas visceralmente delapidadoras, mas ultimamente sinto um cansaço castrador, uma apatia generalizada ao que me rodeia e vivo momentos prenhes de ambiguidade. Ora me apetece soltar um grito que rasgue literalmente conceitos pré estabelecidos, temas socialmente aceites por esta chusma de gente sem alma , ora me apetece adormecer o cérebro e deixá-lo fenecer por ausência de actividade! Ás vezes não suporto tanta pestilência verbal, servida em doses industrias, implementada através da impertinência e ausência de caracter!Tenho 48 anos: de sonhos dissipados gradualmente, de sorrisos que já escasseiam e os meus lindos olhos azuis já não cintilam da mesma forma e por isso os meus dias e as minhas noites estão a ficar gradualmente mais escuros. Empatizo com pessoas criativas, com capacidade de sonhar e que fazem da palavra o seu instrumento de vida:mas sobretudo sinto uma afinidade descomunal por pessoas íntegras, justas que observam com os olhos da alma .Sinto um desconforto desmesurável, quase a roçar a aversão ante a presença de pessoas invejosas, que pensam ser superiores aos outros!Mas superiores em que sentido??!!!Na inabilidade?Faz parte da natureza humana cometer erros, regredir nas opiniões mais imediatas, mas apenas uma ínfima percentagem tem a hombridade de abdicar do orgulho e permitir-se reconhecer os erros. Deparo-me continuamente com situações de pura crueldade, face a uma faixa etária desprotegiada , abandonada à sorte por quem devia ser cuidador. Pessoas que vivem alheadas da realidade, esgotadas pelos gritos, , pelo abandono, pela pouca sorte de um dia terem envelhecido tendo apenas por companhia a solidão imposta.São pessoa inócuas, carentes de afectos e palavras.Vivem em sobressalto constante, desnutridas de humanidade e escondem as lágrimas juntamente com as memórias de tempos longínquos, onde já foram crianças um dia!!Não sendo religiosa, acredito em Deus!Um Deus com quem desabafo, partilho as raivas, os medos e também alegrias, um Deus colorido e justo.Sempre o questionei, tantas vezes lhe manifestei a minha revolta eventualmente culpei-o pela minha pouca sorte, cheguei a insultá-lo.Não ollho para o céu para ver Deus...olho para as aves que rasgam o céu, para o barulho do mar a lamber a areia da praia, olho para as cascatas que se atiram sem medo para a planície verdejante, olho para as criancinhas curiosas e atentas, ainda sem maldade, olho para o pôr do sol, o nascer do sol, a chuva a pingar de encontro aos beirais (...)Para mim tudo isso é Deus!É energia.A minha alma não se concentra só num ponto.Dispersa-se de forma sistemática em diversas direcções e não concebo a ideia de ser de outra forma.E é por isso que me delicio com estranhas formas de ser.Não entranho de forma alguma a estaticidade, jamais permitirei que me invada, a não ser que se alie ao alzheimer e me vençam a vontade.Estamos todos, impreterivelmente, condenados a seguir o trotar do tempo, metódico e irreversível e se por vezes essa constatação engrandece o meu espírito, outras vezes tolda-me os pensamentos e a tristeza aloja-se deixando um cheiro fétido a derrota.E é também por isto que preciso de escrever....para sentir que ainda há resquícios de esperança no futuro, no meu futuro.
Carmo Bernardo
Minha filha
Já passou algum tempo, eras pequenina ainda, talvez uns quatro anos e com as mãos cheias de sorrisos, disseste-me:
-Mãe, quando crescer, quero ter asas, para poder ir ao céu buscar uma estrela para te oferecer.
O tempo, passou, essa criatura imponente que rasga o peito e alimenta a alma e tu cresceste.
E contigo, cresceram as asas, com que voas todos os dias para me ofereceres estrelas.
Carmo Bernardo
Já passou algum tempo, eras pequenina ainda, talvez uns quatro anos e com as mãos cheias de sorrisos, disseste-me:
-Mãe, quando crescer, quero ter asas, para poder ir ao céu buscar uma estrela para te oferecer.
O tempo, passou, essa criatura imponente que rasga o peito e alimenta a alma e tu cresceste.
E contigo, cresceram as asas, com que voas todos os dias para me ofereceres estrelas.
Carmo Bernardo
Hoje
Hoje decidi destapar os sonhos.
Aconchego-os todas as noites, ternamente, próximo do meu peito cansado, para que oiçam o barulho do meu coração.
Enquanto bater, eles existem comigo.
Mas estão a asfixiar, nem tinha reparado e continuam pequeninos, depois de tanto tempo.
O medo de perdê-los desenvolveu em mim um excesso de zelo e não os deixei crescer.
Mas quem se perdeu fui eu, agora sei, podíamos ter crescido todos juntos.
E porque a vida não se compadece de quem não sabe viver, hoje decidi destapar os meus sonhos, para que cresçam em mim, comigo.Porque quero saber viver.Quero viver.
Hoje decidi destapar os sonhos.
Aconchego-os todas as noites, ternamente, próximo do meu peito cansado, para que oiçam o barulho do meu coração.
Enquanto bater, eles existem comigo.
Mas estão a asfixiar, nem tinha reparado e continuam pequeninos, depois de tanto tempo.
O medo de perdê-los desenvolveu em mim um excesso de zelo e não os deixei crescer.
Mas quem se perdeu fui eu, agora sei, podíamos ter crescido todos juntos.
E porque a vida não se compadece de quem não sabe viver, hoje decidi destapar os meus sonhos, para que cresçam em mim, comigo.Porque quero saber viver.Quero viver.
Hoje
Hoje decidi destapar os sonhos.
Aconchego-os todas as noites, ternamente, próximo do meu peito cansado, para que oiçam o barulho do meu coração.
Enquanto bater, eles existem comigo.
Mas estão a asfixiar, nem tinha reparado e continuam pequeninos, depois de tanto tempo.
O medo de perdê-los desenvolveu em mim um excesso de zelo e não os deixei crescer.
Mas quem se perdeu fui eu, agora sei, podíamos ter crescido todos juntos.
E porque a vida não se compadece de quem não sabe viver, hoje decidi destapar os meus sonhos, para que cresçam em mim, comigo.Porque quero saber viver.Quero viver.
Hoje decidi destapar os sonhos.
Aconchego-os todas as noites, ternamente, próximo do meu peito cansado, para que oiçam o barulho do meu coração.
Enquanto bater, eles existem comigo.
Mas estão a asfixiar, nem tinha reparado e continuam pequeninos, depois de tanto tempo.
O medo de perdê-los desenvolveu em mim um excesso de zelo e não os deixei crescer.
Mas quem se perdeu fui eu, agora sei, podíamos ter crescido todos juntos.
E porque a vida não se compadece de quem não sabe viver, hoje decidi destapar os meus sonhos, para que cresçam em mim, comigo.Porque quero saber viver.Quero viver.
¿Voy a ser exigente ? Cada vez que miro a mi alrededor sólo vienen destrocidos , quezilentos , rostros deformes ...
En las salas donde me estoy tomando un curso de español de personas de todas las edades y tamaños se expresan en forma no coordinada , emitiendo sonidos guturales , hablar de la novela y de la ropa y el marido y los niños .... hablar de temas de las revistas . ... se ríen en voz alta como si quisieran las risas cruzaron el cielo y alcanzó dimensiones distantes ....
y luego pienso en las personas que están en su pedestal de sostener opiniones sin ni siquiera estar en contacto con esta realidad.
pobreza espiritual tiene un olor nauseabundo que me duele el sentido del olfato ... Voy a ser exigente ?
es malo el deseo de un trabajo donde me siento útil? È malo sentir tristeza por no tener esta oportunidad y tener que lidiar constantemente con la gente que tiene el cemento en el cerebro ?
es malo sentir cierto desprecio por la mayoría de la gente?
No lo sé sólo quiero ser feliz y tener un corazón rebosante de emociones positivas ... voy a ser exigente ?
Carmo Bernardo
En las salas donde me estoy tomando un curso de español de personas de todas las edades y tamaños se expresan en forma no coordinada , emitiendo sonidos guturales , hablar de la novela y de la ropa y el marido y los niños .... hablar de temas de las revistas . ... se ríen en voz alta como si quisieran las risas cruzaron el cielo y alcanzó dimensiones distantes ....
y luego pienso en las personas que están en su pedestal de sostener opiniones sin ni siquiera estar en contacto con esta realidad.
pobreza espiritual tiene un olor nauseabundo que me duele el sentido del olfato ... Voy a ser exigente ?
es malo el deseo de un trabajo donde me siento útil? È malo sentir tristeza por no tener esta oportunidad y tener que lidiar constantemente con la gente que tiene el cemento en el cerebro ?
es malo sentir cierto desprecio por la mayoría de la gente?
No lo sé sólo quiero ser feliz y tener un corazón rebosante de emociones positivas ... voy a ser exigente ?
Carmo Bernardo
Lanço-me sem medo, no abismo que existe para lá da janela do meu peito e descubro umas asas, que cresceram sem que me apercebesse. Levam-me a vontade a lugares sem tempo onde penso construir uma nova história, uma história só minha, feita de pedaços dispersos no vento, aconchegados nas pedras do espanto.
Rasgo o ventre com golpes certeiros e indolores, escondo as emoções perenes e aguardo.
Lanço-me sem medo, no abismo que existe para lá da janela do meu peito.
Carmo Bernardo
Rasgo o ventre com golpes certeiros e indolores, escondo as emoções perenes e aguardo.
Lanço-me sem medo, no abismo que existe para lá da janela do meu peito.
Carmo Bernardo
Rododendros e buganvílias
"...Eu olhava para a minha avó e não percebia como é que aquela criatura inteligente e que era uma referência para mim, tinha que servir aquela gente afectada, distante, que impreterivelmente ia todos os domingos à missa, ouvia compulsivamente música sacra,cujas criancinhas andavam na catequese, mas que a tratavam como um ser inferior e nem sequer permitiam que eu, uma criança de tenra idade ,brincasse com os filhos ou que pudesse mexer nos seus brinquedos.
Creio até, que nem davam por mim.
Quando estes exemplos de cristandade acabavam de se refastelar à mesa, a minha avó ia quase pé ante pé retirar os pratos, (para não incomodar estas virtuosas criaturas)perguntar se necessitavam de mais alguma coisa.
Lavava a loiça e finalmente sentava-se na cozinha, num banco de madeira, não fosse conspurcar com o seu corpo de pobre alguma cadeira mais confortável. Sub-repticiamente, colocava uma almofada retirada do quarto de brinquedos dos meninos, para que eu pudesse chegar á mesa e caladas, não fosse receber um ralhete dos patrões, mastigávamos a comida que ela trouxera de casa.
Lembro-me que ás vezes quando estava sozinha com a minha avó, escapulia-me sem ela perceber e ia remexer nos brinquedos. Gostava sobretudo de folhear os livros do tintim, embora ainda não soubesse ler; os desenhos fascinavam-me, em minha casa não havia livros, pelo menos nessa altura...
"...Eu olhava para a minha avó e não percebia como é que aquela criatura inteligente e que era uma referência para mim, tinha que servir aquela gente afectada, distante, que impreterivelmente ia todos os domingos à missa, ouvia compulsivamente música sacra,cujas criancinhas andavam na catequese, mas que a tratavam como um ser inferior e nem sequer permitiam que eu, uma criança de tenra idade ,brincasse com os filhos ou que pudesse mexer nos seus brinquedos.
Creio até, que nem davam por mim.
Quando estes exemplos de cristandade acabavam de se refastelar à mesa, a minha avó ia quase pé ante pé retirar os pratos, (para não incomodar estas virtuosas criaturas)perguntar se necessitavam de mais alguma coisa.
Lavava a loiça e finalmente sentava-se na cozinha, num banco de madeira, não fosse conspurcar com o seu corpo de pobre alguma cadeira mais confortável. Sub-repticiamente, colocava uma almofada retirada do quarto de brinquedos dos meninos, para que eu pudesse chegar á mesa e caladas, não fosse receber um ralhete dos patrões, mastigávamos a comida que ela trouxera de casa.
Lembro-me que ás vezes quando estava sozinha com a minha avó, escapulia-me sem ela perceber e ia remexer nos brinquedos. Gostava sobretudo de folhear os livros do tintim, embora ainda não soubesse ler; os desenhos fascinavam-me, em minha casa não havia livros, pelo menos nessa altura...
Não estamos nesta vida para agradar aos outros, mas sim para tornar felizes as pessoas que nos são próximas e todas as outras que mereçam o nosso respeito…de resto, pouco importam as opiniões alheias, revestidas, na maior parte das vezes de dose industriais de inveja. São apenas veneno destilado de pessoas acéfalas, cuja sensibilidade é do tamanho de uma ameba.
Reflexão autónoma(como aliás todas as outras)
Ontem deparei-me com uma cena surreal, numa superfície comercial, onde ,digo desde já , abomino ir, a não ser em caso de extrema necessidade. Ofuscam-me aquelas luzes irritantemente fortes, escandalosamente intromissivas,os barulhos das caixas registadoras, o ininterrupto bzzzzz, os encontros nos corredores com paragem obrigatória para debater assuntos de caracacá(…)
Ouviam-se os guinchos de uma criança e o meu cérebro pouco ou nada tolerante com sons estereofónicos, foi acometido por uma saraivada de avisos: desliga, Carmo, não prestes atenção, aliena-te….
Mas a criança continuava a guinchar e os guinchos vinham na minha direção….cada vez mais próximos…calma Carmo, não tarda sais daqui e vais apanhar ar puro para retemperar as células cerebrais e repor o timbre original no canal auditivo, momentaneamente dilacerado.
Então sem poder evitar eis que me deparo com uma cena estapafúrdia….uma criança de cinco ou seis anos, agarrava-se tenazmente ao carrinho de compras, parado no meio do corredor enquanto o seu pai, impávido e sereno entabulava uma conversa ao telemóvel…olhava para o seu rebento, luz dos seus olhos, com ar ausente e permissivo, enquanto a criança, sei lá eu porquê, se entregava a uma guincharia animalesca e perversamente inquietante.
O pai, pouco ou nada preocupado com a atitude do seu descendente, continuava a interminável conversa no aparelhozito. Pontualmente o rapazinho erguia-se do chão empurrava o carrinho de compras, para de seguida rebolar-se no chão, qual tufo de pelos movendo-se de um lado para o outro pela acção de um vento implacável.
Consegui, por portas e travessas preservar o meu canal auditivo e sobretudo manter calmo este meu cérebro inquieto, até sair dali ainda com aquele som estridente a martelar-me no cérebro!
No íntimo só pensava em dar umas bordoadas tanto ao pai com ao filho, por motivos diferentes, claro está.
Acredito que muitas vezes, ter sucesso como pai ou mãe, é uma incógnita, não obstante os esforços hercúleos com que se enfrenta essa demanda.
Mas também acredito que as atitudes dos filhos só são validadas com a inoperância e desapego dos pais.
Porque educar dá trabalho, exige tempo físico e mental.
Cada um tem que arvorar-se em cozinheiro educacional , conceber as suas próprias receitas consoante o apetite emocional e intelectual da criança.
Não é preciso ser doutorado ,nem recorrer á sapiência….funciona melhor, na minha opinião, quando desprendemos dos dedos doses industriais de amor.
A teoria oferecida pelos calhamaços e deglutida sofregamente pelos pretensos iluminados intelectuais, pelo menos no que diz respeito ao tema da educação, é perfeitamente dispensável.
Eventualmente serei considerada uma troglodita por pensar assim ,eheheh, uma dinossaura mor sem escrúpulos intelectuais, que devia colocar na boca um pano embebido em gasolina e ir de encontro á chama crepitante da lareira, para evitar verborreia isenta de conhecimento teórico, mas quero lá saber….afinal o meu pensamento sente continuamente o sopro da liberdade a beijar-me docemente e sem pressa…e não é alimentado, de forma alguma pela aceitação alheia…continua a viver alegremente sem isso.
Ser pai e mãe é uma aprendizagem constante, uma reciclagem permanente.
Quando nascemos somos telas em branco e pintamo-las gradualmente, durante toda a existência, escolhendo as cores que mais nos engrandecem como seres humanos. No fim todas farão parte da exposição definitiva e perpétua de Deus.
Quando somos crianças acreditamos em tudo, somos seres receptores, bebemos toda a informação que está á nossa volta, facultada pelos adultos que também já foram crianças, se bem que muitas vezes se esqueçam desse pormenor assaz importante.
Na minha singela e pueril opinião, a educação da criança depende exclusivamente dos adultos( dos afectos, dos exemplos, da aceitação, da cumplicidade…)
Uma mãe , um pai,é responsável por um filho, porque decidiu que ele nasceria para fazer parte deste mundo. Cabe-lhe a tarefa de incutir bons princípios, preparar o caminho para que depois possa caminhar sozinho á descoberta da sua identidade ,do seu lugar.
E ainda que muitos demagogos se debrucem sobre o tema, recorrendo a manuais extensíssimos e pouco substanciais, ainda que se debata o tema com os mais conceituados crânios educacionais, uma coisa é certa: cada um de nós tem que encontrar a fórmula mais correcta para educar os nossos filhos.
E a educação, no meu entender, pressupõe tentativas, sucessos e derrotas, mas sempre tudo embebido em amor e respeito.
Não há pessoas perfeitas, mas há pessoas conscientes das suas limitações, das suas lacunas, que por isso mesmo sobressaem pela diferença.
No meu mundo perfeito, as criancinhas seriam todas docemente rebeldes, criativas e bem educadas.
Os seus pais seriam pessoas fantásticas, preocupadas em que os filhos fossem boas pessoas, íntegros, peças fundamentais neste surpreendente puzzle que é a vida.
Não existiria preconceito e portanto não haveria necessidade de criar associações e movimentos pela diferença…qual diferença porra?
Atrofiam-me todos esses movimentos em prol da defesa de se ser diferente…na raça, na doença, nos ideais(…)quando as pessoas são mentalmente sãs, nem sequer se apercebem dessas diferenças que compartimentam, restringem…
Desde sempre olhei para as pessoas com os olhos do coração e esses não pactuam com ideias estereotipadas….olham para o interior, para o repolho emocional que cresce livre dentro de cada um de nós e que vale xiliões, porque detém a capacidade da unicidade.
Não perco tempo com observações estéreis , concernentes ás diferenças dos outros…confesso que a generalidade das pessoas não me cativa, é certo.
Não por isto ou por aquilo, a maior parte das vezes é por coisa nenhuma.
E se dantes, talvez pela crença inerente aos sonhos de juventude pensava que todas as pessoas eram detentoras de um fundo bom, agora, maturando e experienciando a vida, considero que penso de forma antagónica….as pessoas , regra geral, são más….depois existem as outras…autênticos rasgos de arco íris, espalhados pelo mundo, dando um toque de humanidade a tudo o que tocam, de forma anónima ou nem por isso, mas que importa?
São os midas sentimentais, arautos da boa vontade…
Carmo Bernardo
Ontem deparei-me com uma cena surreal, numa superfície comercial, onde ,digo desde já , abomino ir, a não ser em caso de extrema necessidade. Ofuscam-me aquelas luzes irritantemente fortes, escandalosamente intromissivas,os barulhos das caixas registadoras, o ininterrupto bzzzzz, os encontros nos corredores com paragem obrigatória para debater assuntos de caracacá(…)
Ouviam-se os guinchos de uma criança e o meu cérebro pouco ou nada tolerante com sons estereofónicos, foi acometido por uma saraivada de avisos: desliga, Carmo, não prestes atenção, aliena-te….
Mas a criança continuava a guinchar e os guinchos vinham na minha direção….cada vez mais próximos…calma Carmo, não tarda sais daqui e vais apanhar ar puro para retemperar as células cerebrais e repor o timbre original no canal auditivo, momentaneamente dilacerado.
Então sem poder evitar eis que me deparo com uma cena estapafúrdia….uma criança de cinco ou seis anos, agarrava-se tenazmente ao carrinho de compras, parado no meio do corredor enquanto o seu pai, impávido e sereno entabulava uma conversa ao telemóvel…olhava para o seu rebento, luz dos seus olhos, com ar ausente e permissivo, enquanto a criança, sei lá eu porquê, se entregava a uma guincharia animalesca e perversamente inquietante.
O pai, pouco ou nada preocupado com a atitude do seu descendente, continuava a interminável conversa no aparelhozito. Pontualmente o rapazinho erguia-se do chão empurrava o carrinho de compras, para de seguida rebolar-se no chão, qual tufo de pelos movendo-se de um lado para o outro pela acção de um vento implacável.
Consegui, por portas e travessas preservar o meu canal auditivo e sobretudo manter calmo este meu cérebro inquieto, até sair dali ainda com aquele som estridente a martelar-me no cérebro!
No íntimo só pensava em dar umas bordoadas tanto ao pai com ao filho, por motivos diferentes, claro está.
Acredito que muitas vezes, ter sucesso como pai ou mãe, é uma incógnita, não obstante os esforços hercúleos com que se enfrenta essa demanda.
Mas também acredito que as atitudes dos filhos só são validadas com a inoperância e desapego dos pais.
Porque educar dá trabalho, exige tempo físico e mental.
Cada um tem que arvorar-se em cozinheiro educacional , conceber as suas próprias receitas consoante o apetite emocional e intelectual da criança.
Não é preciso ser doutorado ,nem recorrer á sapiência….funciona melhor, na minha opinião, quando desprendemos dos dedos doses industriais de amor.
A teoria oferecida pelos calhamaços e deglutida sofregamente pelos pretensos iluminados intelectuais, pelo menos no que diz respeito ao tema da educação, é perfeitamente dispensável.
Eventualmente serei considerada uma troglodita por pensar assim ,eheheh, uma dinossaura mor sem escrúpulos intelectuais, que devia colocar na boca um pano embebido em gasolina e ir de encontro á chama crepitante da lareira, para evitar verborreia isenta de conhecimento teórico, mas quero lá saber….afinal o meu pensamento sente continuamente o sopro da liberdade a beijar-me docemente e sem pressa…e não é alimentado, de forma alguma pela aceitação alheia…continua a viver alegremente sem isso.
Ser pai e mãe é uma aprendizagem constante, uma reciclagem permanente.
Quando nascemos somos telas em branco e pintamo-las gradualmente, durante toda a existência, escolhendo as cores que mais nos engrandecem como seres humanos. No fim todas farão parte da exposição definitiva e perpétua de Deus.
Quando somos crianças acreditamos em tudo, somos seres receptores, bebemos toda a informação que está á nossa volta, facultada pelos adultos que também já foram crianças, se bem que muitas vezes se esqueçam desse pormenor assaz importante.
Na minha singela e pueril opinião, a educação da criança depende exclusivamente dos adultos( dos afectos, dos exemplos, da aceitação, da cumplicidade…)
Uma mãe , um pai,é responsável por um filho, porque decidiu que ele nasceria para fazer parte deste mundo. Cabe-lhe a tarefa de incutir bons princípios, preparar o caminho para que depois possa caminhar sozinho á descoberta da sua identidade ,do seu lugar.
E ainda que muitos demagogos se debrucem sobre o tema, recorrendo a manuais extensíssimos e pouco substanciais, ainda que se debata o tema com os mais conceituados crânios educacionais, uma coisa é certa: cada um de nós tem que encontrar a fórmula mais correcta para educar os nossos filhos.
E a educação, no meu entender, pressupõe tentativas, sucessos e derrotas, mas sempre tudo embebido em amor e respeito.
Não há pessoas perfeitas, mas há pessoas conscientes das suas limitações, das suas lacunas, que por isso mesmo sobressaem pela diferença.
No meu mundo perfeito, as criancinhas seriam todas docemente rebeldes, criativas e bem educadas.
Os seus pais seriam pessoas fantásticas, preocupadas em que os filhos fossem boas pessoas, íntegros, peças fundamentais neste surpreendente puzzle que é a vida.
Não existiria preconceito e portanto não haveria necessidade de criar associações e movimentos pela diferença…qual diferença porra?
Atrofiam-me todos esses movimentos em prol da defesa de se ser diferente…na raça, na doença, nos ideais(…)quando as pessoas são mentalmente sãs, nem sequer se apercebem dessas diferenças que compartimentam, restringem…
Desde sempre olhei para as pessoas com os olhos do coração e esses não pactuam com ideias estereotipadas….olham para o interior, para o repolho emocional que cresce livre dentro de cada um de nós e que vale xiliões, porque detém a capacidade da unicidade.
Não perco tempo com observações estéreis , concernentes ás diferenças dos outros…confesso que a generalidade das pessoas não me cativa, é certo.
Não por isto ou por aquilo, a maior parte das vezes é por coisa nenhuma.
E se dantes, talvez pela crença inerente aos sonhos de juventude pensava que todas as pessoas eram detentoras de um fundo bom, agora, maturando e experienciando a vida, considero que penso de forma antagónica….as pessoas , regra geral, são más….depois existem as outras…autênticos rasgos de arco íris, espalhados pelo mundo, dando um toque de humanidade a tudo o que tocam, de forma anónima ou nem por isso, mas que importa?
São os midas sentimentais, arautos da boa vontade…
Carmo Bernardo
“ infectum causas”
Confesso que não tinha pensado escrever sobre o assunto.
Fui vendo pontualmente várias figuras publicas e não só, aturdidas quiçá pela temperatura da água, com aquele ar apatetado de quem está a ser filmado, calculando os gestos, característico de quem procura protagonismo.
Nada tenho contra campanhas que visem o bem estar alheio, se bem que na minha opinião a dádiva vem da vontade individual de se querer fazer bem, pura e simplesmente para ver o outro feliz.
Mas enfim, se alguma exposição pública conseguir atingir os objectivos, tudo bem.
O que me faz assaz confusão, é banalizar a bondade,tornando-a viral.
Acredito, peço desculpa se firo susceptibilidades, que a maior parte das pessoas, senão todas, fê-lo apenas para ficar para a posterioridade, com aqueles gritinhos medonhamente profusos, aquela pseudo dificuldade em derramar sobre si um líquido que supostamente terá uma temperatura menos confortável…mas quem é que nunca tomou banho em água fria? Não me consta que a água do mar seja morna!
Mas como disse, não pretendia de todo escrever sobre o assunto. Contudo, fiquei extremamente surpreendida por algumas pessoas fazerem parte desta iniciativa, honestamente reconhecia-lhes méritos distintos.
E então em conversa com a minha filha, esta lançou-me um repto: -porque não escreves uma daquelas tuas crónicas?
-Ok, disse eu, vamos lá a isso.
Não quero ,de todo ,entrar em preciosismos distorcidos e levianos sobre o assunto.
Na verdade, cada um é livre de fazer o que lhe der na gana, desde que não irrompa de forma dilacerante na liberdade de cada um.
Portanto se consideram correto vazar um balde de água fria sobre a cabeça e chamar-lhe onda de solidariedade para a recolha de fundos no combate à esclerose lateral amiotrófica, tudo bem.
Se consideram correcto não permanecerem incógnitos e registarem o momento com fotos e vídeos, tudo bem.
Num instante se passou de banho individual a banho colectivo, deve ser muito cool, guincharem todos aos mesmo tempo, imitindo um som estereofónico, fazendo quase sentir a necessidade de gastar alguns euritos nuns tampões auditivos.
Sempre com grandes sorrisos, afinal nada como relembrar estes momentos, mais tarde, em que uma dose de filantropia contagiante se assenhoreou do nosso coração.
Afinal não é todos dias que nos preocupamos com causas de cariz tão magnânimo.
Bom, esta moda dos banhos tem qualquer coisa de positivo…por algum tempo temos um país mais limpo. Vi um vídeo inclusive em que alguém até usou shampô!!
Na minha humilde opinião ,existem imensas formas para dar a conhecer determinadas causas, como por exemplo através dos meios de comunicação, nomeadamente a televisão que é exaustivamente usada para debates estéreis e outras tantas iniciativas que não acrescentam nada de bom á vida de cada um, a não ser gerar discussões imbuídas de veneno e fatuidade afectada. Também se pode recorrer a jornais. Nas escolas pode haver alguma sensibilização sobre o assunto. Onde hajam pessoas, basta criar os meios.
E sugiro que os grupos parlamentares, naquelas reuniões infindáveis ,muitos deles a tirar macaquitos do nariz, ao telemóvel ,de olhos cerrados, quiçá resultado de um momento introspectivo, ou distraídos a vislumbrar a imensa sala como se fosse a primeira vez, dando pontualmente umas gargalhadas desdenhosas face ás ideias dos adversários políticos, para afirmarem a sua presença e justificarem o seu salário(…) ao invés de se atacarem e reduzirem toda a problemática do país a meras questões e ódiozinhos pessoais, achincalhando-se uns aos outros como petizes mal educados a precisar de umas bordoadas, há que abordar temas realmente interessantes, no sentido de dignificar o ser humano e fazer progredir este país maravilhoso com algumas pessoas magníficas.
E agora sou eu que lanço um repto aos altruístas efémeros do país.
Peguem nos seus popós ou noutro meio de transporte qualquer, para ir buscar uns balditos de água ao mar, assim poupa-se água potável e evitam-se ondas de mal dizer contra o governo no que concerne ao preço astronómico da água .
Ocorreu-me subitamente uma ideia…os praticantes destes banhos, podiam eventualmente eternizar o momento, de forma colectiva, bem entendido, assim só se tira uma fotografia e á semelhança de Virgínia Woolf, encher os bolsos de pedras e caminhar em direcção ao mar.
Eu pessoalmente não os acompanharei…não porque receie água fria ou porque seja uma pessoa egoísta que não pensa nos outros, nada disso , asseguro. Simplesmente reservo-me o direito de não pactuar com estas iniciativas.
Carmo Bernardo
Confesso que não tinha pensado escrever sobre o assunto.
Fui vendo pontualmente várias figuras publicas e não só, aturdidas quiçá pela temperatura da água, com aquele ar apatetado de quem está a ser filmado, calculando os gestos, característico de quem procura protagonismo.
Nada tenho contra campanhas que visem o bem estar alheio, se bem que na minha opinião a dádiva vem da vontade individual de se querer fazer bem, pura e simplesmente para ver o outro feliz.
Mas enfim, se alguma exposição pública conseguir atingir os objectivos, tudo bem.
O que me faz assaz confusão, é banalizar a bondade,tornando-a viral.
Acredito, peço desculpa se firo susceptibilidades, que a maior parte das pessoas, senão todas, fê-lo apenas para ficar para a posterioridade, com aqueles gritinhos medonhamente profusos, aquela pseudo dificuldade em derramar sobre si um líquido que supostamente terá uma temperatura menos confortável…mas quem é que nunca tomou banho em água fria? Não me consta que a água do mar seja morna!
Mas como disse, não pretendia de todo escrever sobre o assunto. Contudo, fiquei extremamente surpreendida por algumas pessoas fazerem parte desta iniciativa, honestamente reconhecia-lhes méritos distintos.
E então em conversa com a minha filha, esta lançou-me um repto: -porque não escreves uma daquelas tuas crónicas?
-Ok, disse eu, vamos lá a isso.
Não quero ,de todo ,entrar em preciosismos distorcidos e levianos sobre o assunto.
Na verdade, cada um é livre de fazer o que lhe der na gana, desde que não irrompa de forma dilacerante na liberdade de cada um.
Portanto se consideram correto vazar um balde de água fria sobre a cabeça e chamar-lhe onda de solidariedade para a recolha de fundos no combate à esclerose lateral amiotrófica, tudo bem.
Se consideram correcto não permanecerem incógnitos e registarem o momento com fotos e vídeos, tudo bem.
Num instante se passou de banho individual a banho colectivo, deve ser muito cool, guincharem todos aos mesmo tempo, imitindo um som estereofónico, fazendo quase sentir a necessidade de gastar alguns euritos nuns tampões auditivos.
Sempre com grandes sorrisos, afinal nada como relembrar estes momentos, mais tarde, em que uma dose de filantropia contagiante se assenhoreou do nosso coração.
Afinal não é todos dias que nos preocupamos com causas de cariz tão magnânimo.
Bom, esta moda dos banhos tem qualquer coisa de positivo…por algum tempo temos um país mais limpo. Vi um vídeo inclusive em que alguém até usou shampô!!
Na minha humilde opinião ,existem imensas formas para dar a conhecer determinadas causas, como por exemplo através dos meios de comunicação, nomeadamente a televisão que é exaustivamente usada para debates estéreis e outras tantas iniciativas que não acrescentam nada de bom á vida de cada um, a não ser gerar discussões imbuídas de veneno e fatuidade afectada. Também se pode recorrer a jornais. Nas escolas pode haver alguma sensibilização sobre o assunto. Onde hajam pessoas, basta criar os meios.
E sugiro que os grupos parlamentares, naquelas reuniões infindáveis ,muitos deles a tirar macaquitos do nariz, ao telemóvel ,de olhos cerrados, quiçá resultado de um momento introspectivo, ou distraídos a vislumbrar a imensa sala como se fosse a primeira vez, dando pontualmente umas gargalhadas desdenhosas face ás ideias dos adversários políticos, para afirmarem a sua presença e justificarem o seu salário(…) ao invés de se atacarem e reduzirem toda a problemática do país a meras questões e ódiozinhos pessoais, achincalhando-se uns aos outros como petizes mal educados a precisar de umas bordoadas, há que abordar temas realmente interessantes, no sentido de dignificar o ser humano e fazer progredir este país maravilhoso com algumas pessoas magníficas.
E agora sou eu que lanço um repto aos altruístas efémeros do país.
Peguem nos seus popós ou noutro meio de transporte qualquer, para ir buscar uns balditos de água ao mar, assim poupa-se água potável e evitam-se ondas de mal dizer contra o governo no que concerne ao preço astronómico da água .
Ocorreu-me subitamente uma ideia…os praticantes destes banhos, podiam eventualmente eternizar o momento, de forma colectiva, bem entendido, assim só se tira uma fotografia e á semelhança de Virgínia Woolf, encher os bolsos de pedras e caminhar em direcção ao mar.
Eu pessoalmente não os acompanharei…não porque receie água fria ou porque seja uma pessoa egoísta que não pensa nos outros, nada disso , asseguro. Simplesmente reservo-me o direito de não pactuar com estas iniciativas.
Carmo Bernardo
A procissão dos ensebados
Ostentam bucrânios pendurados ao pescoço e recorrem à jocosidade como arma de sedução.
A caterva rejubila, pactuante.
Estes polutos oradores de falácias construídas com muito engenho, esticam os pescoços gordos e luzidios, com protuberâncias purulentas a manchar a cor alva dos colarinhos , para darem mais enfâse ás suas intervenções.
No entusiasmo do momento disparam jactos de saliva quiçá para amaciar um pouco a voz. Ás vezes, retêm nos cantos da boca viscosidades amareladas, restinhos de dejectos verbais que persistem durante horas a fio.
É assim que vejo as nefandas criaturas que desfiam novelos intermináveis de desculpas, para justificar o estado deplorável em que o país se encontra, utilizando o tempo de antena , cedido pelas estações televisivas.
Não sou um ser privilegiado, não tenho o dom de perscrutar as suas almas, contudo canalizo a minha atenção para os pormenores, presto atenção ao olhar, aos trejeitos, consoante as perguntas que lhes são feitas. E rio, rio até cair para o lado, perante o descaramento destes trôpegos quadrúpedes, com responsabilidades políticas, sociais e muitas coisas mais.
Têm nos seus discursos pútridos, a presença de decretos, artigos e uma panaceia de idiossincrasias, que atiram em doses industriais para cima dos incautos sugadores de trampa alheia, devorada avidamente .
“Tão ladrão é o que vai á horta como o que fica à porta”. Verdade.
Os representantes políticos, assumiram a responsabilidade de envidar esforços no intuito de conduzir a vida de quem neles confiou, a bom porto, assegurando-lhes uma vida digna e justa.
Para o desempenho dessa função, são-lhe concedidos privilégios (na minha opinião não deviam tê-los) e ordenados chorudos.
Não concebo a ideia de vê-los com os rabinhos a dar a dar, como se fizessem parte de uma peça teatral de enredo pouco exigente.
Estes politicozitos de sorrisos plastificados, sejam de esquerda, de direita, de centro, independentemente da facção a que pertençam (para todos os efeitos não passam de um expectro)têm uma costelita teatral, preferem trocar agressões verbais, todas estilosas, com tiradas que fazem corar o ser mais burgesso de vergonha, para gáudio dos espectadores, autênticos helmintes.
Não primam pela competência? Então saem, demitidos ou demitindo-se, mas qual é a dúvida? E se entretanto cometerem ilegalidades, respondem por isso de acordo com a lei. Impunidade??Mas que merda é esta?
Onde se esconde essa dama, de nome Justiça? Essa dama de olhos vendados, de origem impoluta, que deixou de o ser, para ser filha da puta!!
Educação, pois claro, cada vez há um role mais extenso de mentecaptos, pessoal formatado a quem tiraram a alma e encheram o crânio de limalhas de ferro!
A saúde, pois… pois…então não? Decididamente não é para todos.
Segurança Social…
(…)
A sério que não sou pessimista…apenas desacreditei completamente nesta classe de homens que passeiam os seus rabos gordos e anafados pelos corredores, que dão entrevistas como se não fizessem parte do problema ,que utilizam os seus cargos para dar rosto às suas vaidades pessoais, que emolduram nas suas mentes pobres, que trocam mimos patéticos acompanhados de risinhos asquerosamente idiotas, que recorrem continuamente a subterfúgios, a mentiras escancaradamente proferidas, que andam em pezinhos de lã por cima dos destroços sociais em que enterram o país, levianamente e sem remorso(…)
E no meu imaginário, apenas no meu imaginário, agarro num lança chamas e reduzo toda uma gentalha sem escrúpulos a um desprezível acervo de pó!
Carmo Bernardo
Ostentam bucrânios pendurados ao pescoço e recorrem à jocosidade como arma de sedução.
A caterva rejubila, pactuante.
Estes polutos oradores de falácias construídas com muito engenho, esticam os pescoços gordos e luzidios, com protuberâncias purulentas a manchar a cor alva dos colarinhos , para darem mais enfâse ás suas intervenções.
No entusiasmo do momento disparam jactos de saliva quiçá para amaciar um pouco a voz. Ás vezes, retêm nos cantos da boca viscosidades amareladas, restinhos de dejectos verbais que persistem durante horas a fio.
É assim que vejo as nefandas criaturas que desfiam novelos intermináveis de desculpas, para justificar o estado deplorável em que o país se encontra, utilizando o tempo de antena , cedido pelas estações televisivas.
Não sou um ser privilegiado, não tenho o dom de perscrutar as suas almas, contudo canalizo a minha atenção para os pormenores, presto atenção ao olhar, aos trejeitos, consoante as perguntas que lhes são feitas. E rio, rio até cair para o lado, perante o descaramento destes trôpegos quadrúpedes, com responsabilidades políticas, sociais e muitas coisas mais.
Têm nos seus discursos pútridos, a presença de decretos, artigos e uma panaceia de idiossincrasias, que atiram em doses industriais para cima dos incautos sugadores de trampa alheia, devorada avidamente .
“Tão ladrão é o que vai á horta como o que fica à porta”. Verdade.
Os representantes políticos, assumiram a responsabilidade de envidar esforços no intuito de conduzir a vida de quem neles confiou, a bom porto, assegurando-lhes uma vida digna e justa.
Para o desempenho dessa função, são-lhe concedidos privilégios (na minha opinião não deviam tê-los) e ordenados chorudos.
Não concebo a ideia de vê-los com os rabinhos a dar a dar, como se fizessem parte de uma peça teatral de enredo pouco exigente.
Estes politicozitos de sorrisos plastificados, sejam de esquerda, de direita, de centro, independentemente da facção a que pertençam (para todos os efeitos não passam de um expectro)têm uma costelita teatral, preferem trocar agressões verbais, todas estilosas, com tiradas que fazem corar o ser mais burgesso de vergonha, para gáudio dos espectadores, autênticos helmintes.
Não primam pela competência? Então saem, demitidos ou demitindo-se, mas qual é a dúvida? E se entretanto cometerem ilegalidades, respondem por isso de acordo com a lei. Impunidade??Mas que merda é esta?
Onde se esconde essa dama, de nome Justiça? Essa dama de olhos vendados, de origem impoluta, que deixou de o ser, para ser filha da puta!!
Educação, pois claro, cada vez há um role mais extenso de mentecaptos, pessoal formatado a quem tiraram a alma e encheram o crânio de limalhas de ferro!
A saúde, pois… pois…então não? Decididamente não é para todos.
Segurança Social…
(…)
A sério que não sou pessimista…apenas desacreditei completamente nesta classe de homens que passeiam os seus rabos gordos e anafados pelos corredores, que dão entrevistas como se não fizessem parte do problema ,que utilizam os seus cargos para dar rosto às suas vaidades pessoais, que emolduram nas suas mentes pobres, que trocam mimos patéticos acompanhados de risinhos asquerosamente idiotas, que recorrem continuamente a subterfúgios, a mentiras escancaradamente proferidas, que andam em pezinhos de lã por cima dos destroços sociais em que enterram o país, levianamente e sem remorso(…)
E no meu imaginário, apenas no meu imaginário, agarro num lança chamas e reduzo toda uma gentalha sem escrúpulos a um desprezível acervo de pó!
Carmo Bernardo
Hecatombe
Carrego, de outras vidas, um compromisso.
Fazer do meu tempo, uma história nova, profícua, mas o mundo não me quer.
Assisto, impotente, ao tic tac do relógio, esse objecto intrusivo que não permite deslizes.
Às vezes apetece-me mandar tudo á merda, sem remorso , ordenar ás sombras que abram caminho e lançar-me na incerteza da perpetuidade.
Estar viva, respirar os insucessos e os desencontros, adormecer as mágoas sob um lençol de espinhos, é por vezes tão castrador, que os meus braços, inertes não conseguem abraçar todo o meu corpo.
Acho que abri as portas à loucura, para me banquetear com os seus bafos lenitivos.
Hoje o mau tempo tomou conta do meu coração….chove torrencialmente e eu abrigada sob coisa nenhuma, visto a capa da vulnerabilidade e qual missão suicida entrego-me aos caprichos de um tempo sem história..
Os medos que persistem em mim agrilhoados bem fundo , toldam-me a razão e impedem-me de caminhar para o sítio certo.
Construi-me de forma solitária, irreverente e um pouco anárquica. Construi o meu mundo debilmente alicerçado, susceptível aos uivos devastadores de gente torpe.
Acreditei num mundo justo, em que o bem, impreterivelmente empurrava o mal para uma dimensão passível de esquecimento.
Mas na realidade, observo a cada dia que passa uma força maior que toma conta de mim e que não me deixa prosseguir o meu caminho.
Vejo a mediocridade reinante na maior parte das pessoas, autênticas lesmas pestilentas a espalhar baba por onde passam..
Impera a maledicência e a vulgaridade, atributos aceitáveis e praticáveis pela generalidade das pessoas, que os entendem como características positivas nesta sociedade de trampa.
Caminho num túnel onde a obscuridade é rainha e gradualmente torno-me um súbdito leal, despojado de luz.
Todo o meu ser está na eminência de permitir uma hecatombe, que irreversivelmente me catapultará para a desconstrução total .A questão é, quando?
Enquanto isso, vou empurrando freneticamente as palavras de encontro ao teclado, com os dedos trémulos pela inquietude.
Carmo Bernardo
Carrego, de outras vidas, um compromisso.
Fazer do meu tempo, uma história nova, profícua, mas o mundo não me quer.
Assisto, impotente, ao tic tac do relógio, esse objecto intrusivo que não permite deslizes.
Às vezes apetece-me mandar tudo á merda, sem remorso , ordenar ás sombras que abram caminho e lançar-me na incerteza da perpetuidade.
Estar viva, respirar os insucessos e os desencontros, adormecer as mágoas sob um lençol de espinhos, é por vezes tão castrador, que os meus braços, inertes não conseguem abraçar todo o meu corpo.
Acho que abri as portas à loucura, para me banquetear com os seus bafos lenitivos.
Hoje o mau tempo tomou conta do meu coração….chove torrencialmente e eu abrigada sob coisa nenhuma, visto a capa da vulnerabilidade e qual missão suicida entrego-me aos caprichos de um tempo sem história..
Os medos que persistem em mim agrilhoados bem fundo , toldam-me a razão e impedem-me de caminhar para o sítio certo.
Construi-me de forma solitária, irreverente e um pouco anárquica. Construi o meu mundo debilmente alicerçado, susceptível aos uivos devastadores de gente torpe.
Acreditei num mundo justo, em que o bem, impreterivelmente empurrava o mal para uma dimensão passível de esquecimento.
Mas na realidade, observo a cada dia que passa uma força maior que toma conta de mim e que não me deixa prosseguir o meu caminho.
Vejo a mediocridade reinante na maior parte das pessoas, autênticas lesmas pestilentas a espalhar baba por onde passam..
Impera a maledicência e a vulgaridade, atributos aceitáveis e praticáveis pela generalidade das pessoas, que os entendem como características positivas nesta sociedade de trampa.
Caminho num túnel onde a obscuridade é rainha e gradualmente torno-me um súbdito leal, despojado de luz.
Todo o meu ser está na eminência de permitir uma hecatombe, que irreversivelmente me catapultará para a desconstrução total .A questão é, quando?
Enquanto isso, vou empurrando freneticamente as palavras de encontro ao teclado, com os dedos trémulos pela inquietude.
Carmo Bernardo
Sentada no banco do jardim, aquela criatura quilofágica regurgita as memórias á procura de uma razão para viver. O tempo passou incólume e incompassivo e deixou-lhe um amargo no peito difícil de digerir. Que fazer? Entregar-se ás madrugadas e aguardar o nascer do sol ou voar de encontro aos mistérios insondáveis da noite e deixar-se guiar através dos braços compridos e afáveis da morte?
Está farta! Farta de respirar o mesmo ar impuro, soprado das tristezas do passado mas sobretudo de ver os sonhos continuamente castrados por não saber alimentá-los e embalá-los nos braços até crescerem.
Está a perder a capacidade de pensar de forma racional e enfrentar os medos, derrubando muros e mais muros sempre à procura de uma ponte que a leve até ao outro lado da vida, onde as coisas acontecem.
É certo que bebe as palavras e atira-as contra o papel com a mesma facilidade com que faz aparecer um sol radioso nos seus olhos.
E muitas vezes caminha com passo certeiro como se tivesse um lugar para onde ir….mas a verdade é que não sabe para onde ir…porque esse lugar não existe.
Fazendo uma retrospectiva, ela sabe que teve momentos marcantes na vida, positivamente marcantes, mas isso não chega para querer ir mais adiante.
Adia a cada dia a partida, mas sabe que é uma questão de tempo. Um tempo que tarda, cobardemente ofensivo ,porque ela tem medo, medo até de falhar na partida.
Dentro de si, o mundo tem corrido de forma célere, mas as contingências da vida impuseram outras regras ao mundo fora dela e por isso não caminham juntos e imbuíem de confusão aquela alma curiosa, insatisfeita e crédula.
Nalguns momentos foi assomada por sentimentos pérfidos, destituídos de humanidade, porque se sentia só .Calou risos, afogou esperanças. Lutou de forma errática contra monstros inexistentes para os outros porque estavam apenas dentro dela e mais ninguém os via.
Com a alma empedernida, cansada de agravos caminha convicta para depositar solenemente o pescoço no patíbulo.
Carmo Bernardo
Está farta! Farta de respirar o mesmo ar impuro, soprado das tristezas do passado mas sobretudo de ver os sonhos continuamente castrados por não saber alimentá-los e embalá-los nos braços até crescerem.
Está a perder a capacidade de pensar de forma racional e enfrentar os medos, derrubando muros e mais muros sempre à procura de uma ponte que a leve até ao outro lado da vida, onde as coisas acontecem.
É certo que bebe as palavras e atira-as contra o papel com a mesma facilidade com que faz aparecer um sol radioso nos seus olhos.
E muitas vezes caminha com passo certeiro como se tivesse um lugar para onde ir….mas a verdade é que não sabe para onde ir…porque esse lugar não existe.
Fazendo uma retrospectiva, ela sabe que teve momentos marcantes na vida, positivamente marcantes, mas isso não chega para querer ir mais adiante.
Adia a cada dia a partida, mas sabe que é uma questão de tempo. Um tempo que tarda, cobardemente ofensivo ,porque ela tem medo, medo até de falhar na partida.
Dentro de si, o mundo tem corrido de forma célere, mas as contingências da vida impuseram outras regras ao mundo fora dela e por isso não caminham juntos e imbuíem de confusão aquela alma curiosa, insatisfeita e crédula.
Nalguns momentos foi assomada por sentimentos pérfidos, destituídos de humanidade, porque se sentia só .Calou risos, afogou esperanças. Lutou de forma errática contra monstros inexistentes para os outros porque estavam apenas dentro dela e mais ninguém os via.
Com a alma empedernida, cansada de agravos caminha convicta para depositar solenemente o pescoço no patíbulo.
Carmo Bernardo
Ambiguidade
Sentada no topo do mundo, rodeada de estrelas luminosas observo seres salivantes de inveja que se auto-mutilam e espalham o sangue pelos olhos dos incautos, provocando cegueiras momentâneas. Mas muitas vezes sou eu que estou estendida no chão, coberta de escárnio e sedenta de vida!
As minhas mãos não são suficientemente grandes para aconchegar todos os meus sonhos ; contudo por vezes sou invadida por contínuas sensações de vazio e ainda que procure razões para ser e estar, não encontro nenhumas ,pereço na ausência de mim própria e ofusco-me durante algum tempo na terra do esquecimento!
Às vezes sinto-me terra fértil, onde germinam ideias resplandecentes, outras sou água límpida onde a vida vem saciar a sede e apaziguar os meus medos….mas na maior parte das vezes, não sou nada. Sou apenas um resto….
Carmo Bernardo
Sentada no topo do mundo, rodeada de estrelas luminosas observo seres salivantes de inveja que se auto-mutilam e espalham o sangue pelos olhos dos incautos, provocando cegueiras momentâneas. Mas muitas vezes sou eu que estou estendida no chão, coberta de escárnio e sedenta de vida!
As minhas mãos não são suficientemente grandes para aconchegar todos os meus sonhos ; contudo por vezes sou invadida por contínuas sensações de vazio e ainda que procure razões para ser e estar, não encontro nenhumas ,pereço na ausência de mim própria e ofusco-me durante algum tempo na terra do esquecimento!
Às vezes sinto-me terra fértil, onde germinam ideias resplandecentes, outras sou água límpida onde a vida vem saciar a sede e apaziguar os meus medos….mas na maior parte das vezes, não sou nada. Sou apenas um resto….
Carmo Bernardo
Fazedores de coisa nenhuma
Rostos macilentos deambulam pelos corredores , desgastados e entorpecidos pelos gritos que ecoam pela casa. Transfigurados, afiguram-se-me como meros fantasmas a viver dos restos de saliva e excrementos. Arrastam as mágoas juntamente com os corpos doridos de noites mal dormidas e falta de amor. As suas mãos têm os sinais irreversíveis do tempo, escanzeladas e feridas, esculpidas pelas artroses e percorrem as minhas, que agarram sofregamente para mitigar a necessidade de contacto. Olho para estas pessoas ,tratadas como vermes, despojadas da sua dignidade ,que existem apenas e tão somente para garantir uma conta choruda a gente sem escrúpulos. Cada um destes seres tem um passado agora adormecido pela quantidade de medicação administrada, para que possam "dar noites sossegadas" a quem toma conta deles. Retraem-se ao toque, porque já carregam no corpo nódoas negras infligidas por mãos que um dia também vão ser cadavéricas. Alguns, duvido que sejam loucos, penso que talvez tenham encontrado uma forma menos dolorosa de enfrentar o dia a dia até que chegue a carruagem da morte para os transportar para uma dimensão sem mágoa. O senhor Francisco, sussurra-me de forma quase inaudível"a Maria do Carmo é o meu anjo da guarda".Até para dizer o que lhe vai na alma, di-lo sussurrando, temendo que outra pessoa para além de mim oiça o que me diz. Estes seres são de uma subserviência tocante, que me deixa profundamente indignada, porque sei que é por uma questão de sobrevivência. De vez em quando oiço-os lisonjear os seus carrascos, na tentativa vã de deixarem de ser massacrados. As pessoas não têm vontade própria, foi-lhes negada ao entrarem neste armazém lúgubre de carne quase putrefacta. As moscas banqueteiam-se com as mazelas dos que não se podem mexer. Rapinam as viscosidades que não se conseguem ocultar com o lençol e num frenesim quase demoníaco, soltam zumbidos estridentes que trespassam as portas e janelas. Há um tempo para ficar e outro para partir. Fico-me enquanto as palavras partem rumo a um naufrágio de emoções. As minhas emoções.
Carmo Bernardo
Rostos macilentos deambulam pelos corredores , desgastados e entorpecidos pelos gritos que ecoam pela casa. Transfigurados, afiguram-se-me como meros fantasmas a viver dos restos de saliva e excrementos. Arrastam as mágoas juntamente com os corpos doridos de noites mal dormidas e falta de amor. As suas mãos têm os sinais irreversíveis do tempo, escanzeladas e feridas, esculpidas pelas artroses e percorrem as minhas, que agarram sofregamente para mitigar a necessidade de contacto. Olho para estas pessoas ,tratadas como vermes, despojadas da sua dignidade ,que existem apenas e tão somente para garantir uma conta choruda a gente sem escrúpulos. Cada um destes seres tem um passado agora adormecido pela quantidade de medicação administrada, para que possam "dar noites sossegadas" a quem toma conta deles. Retraem-se ao toque, porque já carregam no corpo nódoas negras infligidas por mãos que um dia também vão ser cadavéricas. Alguns, duvido que sejam loucos, penso que talvez tenham encontrado uma forma menos dolorosa de enfrentar o dia a dia até que chegue a carruagem da morte para os transportar para uma dimensão sem mágoa. O senhor Francisco, sussurra-me de forma quase inaudível"a Maria do Carmo é o meu anjo da guarda".Até para dizer o que lhe vai na alma, di-lo sussurrando, temendo que outra pessoa para além de mim oiça o que me diz. Estes seres são de uma subserviência tocante, que me deixa profundamente indignada, porque sei que é por uma questão de sobrevivência. De vez em quando oiço-os lisonjear os seus carrascos, na tentativa vã de deixarem de ser massacrados. As pessoas não têm vontade própria, foi-lhes negada ao entrarem neste armazém lúgubre de carne quase putrefacta. As moscas banqueteiam-se com as mazelas dos que não se podem mexer. Rapinam as viscosidades que não se conseguem ocultar com o lençol e num frenesim quase demoníaco, soltam zumbidos estridentes que trespassam as portas e janelas. Há um tempo para ficar e outro para partir. Fico-me enquanto as palavras partem rumo a um naufrágio de emoções. As minhas emoções.
Carmo Bernardo
Pensamento espontâneo
Sou crua, eu sei. Não pactuo com imbecilidades, nem uso sorriso de plástico. Nem sempre sou coerente, vacilo entre mim e mim, porque por vezes grandes batalhas se travam nesta minha cabeça fervilhante de pensamentos. Permito-me errar, sou a principal vítima dos meus erros, porque nem sempre aprendo com eles e subsiste em mim uma mágoa latente que me enevoa a razão e castra os passos. Acho que penso demais, mas nem sempre o meu pensamento toma a direcção certa e perde-se entre vírgulas e pontos de interrogação. Não sinto necessidade de bajular ninguém nem concordar com a maioria. Não tenho ídolos nem sigo a moda. Não tenho côr política, clube de futebol ou religião. Sou agreste, sou intolerante com a generalidade das pessoas.
Não sou receptiva á mediocridade, á lambotice, aos excrementos mentais evacuados de forma sistemática por gente hipócrita. E contudo permito-me considerar normal, dentro dos meus padrões obviamente.
A minha vaidade consiste na aceitação dos que me são queridos, não obstante todas as minhas lacunas, porque só eles têm acesso á Carmo verdadeira.
È com eles que partilho os sonhos, as alegrias, a minha loucura ,o meu coração perpétuamente menino.
E sei que um dia quando o meu corpo estiver ausente, vou continuar a viver através das suas memórias….porque lhes quero um bem incomensurável .
Carmo Bernardo
Sou crua, eu sei. Não pactuo com imbecilidades, nem uso sorriso de plástico. Nem sempre sou coerente, vacilo entre mim e mim, porque por vezes grandes batalhas se travam nesta minha cabeça fervilhante de pensamentos. Permito-me errar, sou a principal vítima dos meus erros, porque nem sempre aprendo com eles e subsiste em mim uma mágoa latente que me enevoa a razão e castra os passos. Acho que penso demais, mas nem sempre o meu pensamento toma a direcção certa e perde-se entre vírgulas e pontos de interrogação. Não sinto necessidade de bajular ninguém nem concordar com a maioria. Não tenho ídolos nem sigo a moda. Não tenho côr política, clube de futebol ou religião. Sou agreste, sou intolerante com a generalidade das pessoas.
Não sou receptiva á mediocridade, á lambotice, aos excrementos mentais evacuados de forma sistemática por gente hipócrita. E contudo permito-me considerar normal, dentro dos meus padrões obviamente.
A minha vaidade consiste na aceitação dos que me são queridos, não obstante todas as minhas lacunas, porque só eles têm acesso á Carmo verdadeira.
È com eles que partilho os sonhos, as alegrias, a minha loucura ,o meu coração perpétuamente menino.
E sei que um dia quando o meu corpo estiver ausente, vou continuar a viver através das suas memórias….porque lhes quero um bem incomensurável .
Carmo Bernardo
Caminhamos todos descalços e nus perante a adversidade. Desfila-se numa feira de vaidades batendo nas costinhas uns dos outros com sorrisos importados sei lá donde, mas na realidade o que resta disto tudo é apenas um cheiro a bosta que se crava no corpo e é difícil de tirar! Enaltece-se gente anónima em função de factores exteriores, como a imagem, o poder económico e por aí e continua-se a achar que se é diferente de todos os outros para melhor claro….hei -de morrer um dia, é certo mas hei-de morrer com a certeza que minha evolução como pessoa se deveu apenas a mim, contrariando os ventos fortes que sempre sopraram na minha direcção e abalaram muitas vezes os meus alicerces. E cago-me para considerações vindas de todos os que nada me dizem….passam-me ao lado como areia fina entre os dedos…
Sou resultado das minhas vivências, dos erros e ansiedades que lhes são inerentes…não cedo às imposições dos outros, apenas condescendo perante aquilo que considero correcto. E se me apetece dizer merda, digo as vezes que considerar pertinentes….quero lá saber na repercussão que tem na maior parte das pessoas….convivo bem com isso…a mim só me interessam as pessoas que gostam de mim…de resto…existe um mar imenso para albergar corpos e almas mutiladas pela pestilência moral…atirem-se…..
Carmo Bernardo
Sou resultado das minhas vivências, dos erros e ansiedades que lhes são inerentes…não cedo às imposições dos outros, apenas condescendo perante aquilo que considero correcto. E se me apetece dizer merda, digo as vezes que considerar pertinentes….quero lá saber na repercussão que tem na maior parte das pessoas….convivo bem com isso…a mim só me interessam as pessoas que gostam de mim…de resto…existe um mar imenso para albergar corpos e almas mutiladas pela pestilência moral…atirem-se…..
Carmo Bernardo
“INCUBADORA DE NÉSCIOS”
A sociedade, na sua vertente mais linear, enfatiza as discrepâncias, como se fossem incontornáveis.
Subvertem-se os valores primordiais, idolatram-se políticos bojudamente interesseiros e não interessados, fazem-se experiências e anulam-se as vontades e as competências naturais dos que ainda não padecem de conformismo crónico.
Investe-se em programas estéreis, de mera conveniência política e financeira, com formações aqui e ali para entreter o povinho pouco exigente.
Congelam-se ideias benignas e funcionais, só porque sim, dão trabalho e poderiam pôr em causa certos e determinados benefícios que só se conseguem se o povinho por iletrado. Onde estão os homens bons, não obstantes todas as suas considerações políticas e os outros cuja fé na política é apenas uma formalidade adquirida pouco a pouco? Onde estão esses homens que constroem a vontade mesmo quando o terreno é infértil? Que não se coíbem de esmurrar a mesa para validar as ideias que visam a dignidade do ser humano em todas as vertentes? Onde estão esses homens impolutos, que transpõem barreiras e fogem a sete pés do politicamente correcto? Onde estão essas criaturas abnegadas que fazem da verdade o seu porta estandarte?
Os imbecis auto proclamam-se crachás de uma sociedade esfarrapada e agarram-se como lapas imundas aos restos de tecido que os oportunistas lhes facultam com condescendência previamente estudada.
Porque tudo é milimetricamente analisado para ter impacto, para produzir som numa sociedade de surdos, em que a imagem se sobrepõe pornograficamente ás ideias.
Criam-se cavidades estomacais, para poder abrigar litros e litros de fluido verbal infecto.
As pessoas padecem maioritariamente de um qualquer síndroma clorofórmico, apresentando-se num estado praticamente comatoso, são meros germes à volta de uma côdea ressequida pela inércia.
Recorrem de amor empacotado e etiquetado para promover a solidariedade, sempre visando o retorno e sobretudo o protagonismo, porque isto de ser bom e fazer o bem tem muito que se lhe diga. E esquecem-se que a morte quando nasce, é para todos!
Tudo se banaliza:a morte, a vida, os sentimentos(…)bem apertadinhos cabem todos numa selfie, com rasgados sorrisos imbuídos por uma vaidade indevida.
E sinto uma permanente vergonha alheia (porque para mim, este mundo é decididamente um lugar fodido para se viver).
Há uma gritante falta de vontade para resolver questões prementes.
Contudo dependemos de cavalgaduras, ventres túrgidos pela inépcia, autênticos acumuladores compulsivos de dejectos verbais.
Sinto um desconforto desmesurável, quase a roçar a aversão, perante pessoas que fazem da abjecção um modo de vida.
O conhecimento devia ser uma bênção, mas deixa inevitavelmente um sabor agridoce. Quanto mais conhecimento adquiro sobre determinados assuntos, menor se torna a minha crença face ao ser humano (que de resto nunca foi muito substancial).
Depois temos sempre algumas alternativas, de acordo com o carácter(ou falta dele).Ou seguimos o rebanho, neste pasto ensolarado à beira mar plantado, comendo restinhos de coisa nenhuma ,lambendo os cús de quem detém poder ou então somos contestatários. Mas para ser contestatário, não pode faltar comida na mesa nem dinheiro para pagar as contas, porque ser um contestatário pobre e de barriga vazia não suscita credibilidade.
Ora porra!
Carmo Bernardo
A sociedade, na sua vertente mais linear, enfatiza as discrepâncias, como se fossem incontornáveis.
Subvertem-se os valores primordiais, idolatram-se políticos bojudamente interesseiros e não interessados, fazem-se experiências e anulam-se as vontades e as competências naturais dos que ainda não padecem de conformismo crónico.
Investe-se em programas estéreis, de mera conveniência política e financeira, com formações aqui e ali para entreter o povinho pouco exigente.
Congelam-se ideias benignas e funcionais, só porque sim, dão trabalho e poderiam pôr em causa certos e determinados benefícios que só se conseguem se o povinho por iletrado. Onde estão os homens bons, não obstantes todas as suas considerações políticas e os outros cuja fé na política é apenas uma formalidade adquirida pouco a pouco? Onde estão esses homens que constroem a vontade mesmo quando o terreno é infértil? Que não se coíbem de esmurrar a mesa para validar as ideias que visam a dignidade do ser humano em todas as vertentes? Onde estão esses homens impolutos, que transpõem barreiras e fogem a sete pés do politicamente correcto? Onde estão essas criaturas abnegadas que fazem da verdade o seu porta estandarte?
Os imbecis auto proclamam-se crachás de uma sociedade esfarrapada e agarram-se como lapas imundas aos restos de tecido que os oportunistas lhes facultam com condescendência previamente estudada.
Porque tudo é milimetricamente analisado para ter impacto, para produzir som numa sociedade de surdos, em que a imagem se sobrepõe pornograficamente ás ideias.
Criam-se cavidades estomacais, para poder abrigar litros e litros de fluido verbal infecto.
As pessoas padecem maioritariamente de um qualquer síndroma clorofórmico, apresentando-se num estado praticamente comatoso, são meros germes à volta de uma côdea ressequida pela inércia.
Recorrem de amor empacotado e etiquetado para promover a solidariedade, sempre visando o retorno e sobretudo o protagonismo, porque isto de ser bom e fazer o bem tem muito que se lhe diga. E esquecem-se que a morte quando nasce, é para todos!
Tudo se banaliza:a morte, a vida, os sentimentos(…)bem apertadinhos cabem todos numa selfie, com rasgados sorrisos imbuídos por uma vaidade indevida.
E sinto uma permanente vergonha alheia (porque para mim, este mundo é decididamente um lugar fodido para se viver).
Há uma gritante falta de vontade para resolver questões prementes.
Contudo dependemos de cavalgaduras, ventres túrgidos pela inépcia, autênticos acumuladores compulsivos de dejectos verbais.
Sinto um desconforto desmesurável, quase a roçar a aversão, perante pessoas que fazem da abjecção um modo de vida.
O conhecimento devia ser uma bênção, mas deixa inevitavelmente um sabor agridoce. Quanto mais conhecimento adquiro sobre determinados assuntos, menor se torna a minha crença face ao ser humano (que de resto nunca foi muito substancial).
Depois temos sempre algumas alternativas, de acordo com o carácter(ou falta dele).Ou seguimos o rebanho, neste pasto ensolarado à beira mar plantado, comendo restinhos de coisa nenhuma ,lambendo os cús de quem detém poder ou então somos contestatários. Mas para ser contestatário, não pode faltar comida na mesa nem dinheiro para pagar as contas, porque ser um contestatário pobre e de barriga vazia não suscita credibilidade.
Ora porra!
Carmo Bernardo
Filia mea
Às vezes o ser humano é um lugar tramado para se viver.
Imperfeições teimam em vestir os meus dias , mas a curiosidade que me assiste catapulta-me para uma esfera de porquês e o meu querer sobrepõe-se, tornando as lacunas em pequenos montículos que derrubo com energia quase pueril.
A tua existência teve sempre o condão de transformar os meus dias em pequenas aves canoras, livres e coloridas.
Quando te penso sou imbuída de luz febea, e todo o meu ser sorri.
Tens sido a ave propulsinal que me faz querer combater e erradicar a catatonia que por vezes me assiste.
Edificas em mim os melhores momentos que poderia desejar , momentos que nidificam e criam asas para irem ao encontro do sonho e do júbilo.
Por ti e contigo sinto-me uma pessoa melhor e tudo faz sentido.
Por ti e contigo, sinto o pulsar do sol e apetece-me abraçar a vida.
És um ser humano maravilhoso, a filha linda que me faz feliz.
Parabéns minha filha, Estrela de Ly.
Carmo
Às vezes o ser humano é um lugar tramado para se viver.
Imperfeições teimam em vestir os meus dias , mas a curiosidade que me assiste catapulta-me para uma esfera de porquês e o meu querer sobrepõe-se, tornando as lacunas em pequenos montículos que derrubo com energia quase pueril.
A tua existência teve sempre o condão de transformar os meus dias em pequenas aves canoras, livres e coloridas.
Quando te penso sou imbuída de luz febea, e todo o meu ser sorri.
Tens sido a ave propulsinal que me faz querer combater e erradicar a catatonia que por vezes me assiste.
Edificas em mim os melhores momentos que poderia desejar , momentos que nidificam e criam asas para irem ao encontro do sonho e do júbilo.
Por ti e contigo sinto-me uma pessoa melhor e tudo faz sentido.
Por ti e contigo, sinto o pulsar do sol e apetece-me abraçar a vida.
És um ser humano maravilhoso, a filha linda que me faz feliz.
Parabéns minha filha, Estrela de Ly.
Carmo
Na escuridão da alma o medo reina como senhor absoluto , manipula a réstia de luz que emana de sentimentos prisioneiros...queda-se o ser entre espasmos de espanto e solidão e vagueia sem rumo através de corações vazios.
Talvez, quando as almas se abraçarem sem preconceito e o sorriso se elevar por entre os destroços que povoam o ser humano a verdadeira essencia seja catapultada para o exterior e a felicidade, a verdadeira felicidade construida sobre alicerces reais,nos imbua e nos torne pessoas melhores .Aqui e agora.!!!
Carmo Bernardo
Talvez, quando as almas se abraçarem sem preconceito e o sorriso se elevar por entre os destroços que povoam o ser humano a verdadeira essencia seja catapultada para o exterior e a felicidade, a verdadeira felicidade construida sobre alicerces reais,nos imbua e nos torne pessoas melhores .Aqui e agora.!!!
Carmo Bernardo
Os Fecalóides
Ei-los….de braço dado, aprofundam a cumplicidade e passeiam-se por todo o lado, deixando para trás um fedor penetrante que me deixa nauseabunda.
Cambaleio por momentos …inspiro doses industriais de riso e deleito-me com o efeito.
Pobres alminhas ,atarantadas pela convicção intrínseca das suas potencialidades.
Roçam os muros da miserabilidade com os olhos tumefactos de insídia.
Ei-los…num pedestal de sangue, construído com as desgraças alheias,a regurgitar inapropriadas considerações sobre a vida.
Olham com desdém para os menos afortunados, e guturalmente lançam risos asquerosos no intuito de aniquilar-lhes a vontade.
Alimentam-se de matéria pútrida, tão generosamente doada por seres destituídos de carácter e crescem desmesuradamente em poder e estatuto.
Ei-los…sebosos e cheios de gordura amoral!
Mas quem são eles afinal?
São os que se vestem de hipocrisia para frequentar jantares de galas beneficentes, que toldam o cérebro dos mais incautos com falácias servidas com um copo de vinho, que falam da pobreza com virtuosismos desmiolados ;os que dançam sobre os corpos mutilados dos desgraçados sem futuro que deambulam sem destino por todos os cantos da vida.
São as bestas que desgarradamente atropelam sem dó as fragilidades de quem não consegue emergir neste mar de trampa.
E enquanto estes desnaturados estiverem no pedestal a uivar ao céu as suas flatulências mentais, jamais teremos equidade.
Carmo Bernardo
Ei-los….de braço dado, aprofundam a cumplicidade e passeiam-se por todo o lado, deixando para trás um fedor penetrante que me deixa nauseabunda.
Cambaleio por momentos …inspiro doses industriais de riso e deleito-me com o efeito.
Pobres alminhas ,atarantadas pela convicção intrínseca das suas potencialidades.
Roçam os muros da miserabilidade com os olhos tumefactos de insídia.
Ei-los…num pedestal de sangue, construído com as desgraças alheias,a regurgitar inapropriadas considerações sobre a vida.
Olham com desdém para os menos afortunados, e guturalmente lançam risos asquerosos no intuito de aniquilar-lhes a vontade.
Alimentam-se de matéria pútrida, tão generosamente doada por seres destituídos de carácter e crescem desmesuradamente em poder e estatuto.
Ei-los…sebosos e cheios de gordura amoral!
Mas quem são eles afinal?
São os que se vestem de hipocrisia para frequentar jantares de galas beneficentes, que toldam o cérebro dos mais incautos com falácias servidas com um copo de vinho, que falam da pobreza com virtuosismos desmiolados ;os que dançam sobre os corpos mutilados dos desgraçados sem futuro que deambulam sem destino por todos os cantos da vida.
São as bestas que desgarradamente atropelam sem dó as fragilidades de quem não consegue emergir neste mar de trampa.
E enquanto estes desnaturados estiverem no pedestal a uivar ao céu as suas flatulências mentais, jamais teremos equidade.
Carmo Bernardo
Os Fecalóides
Ei-los….de braço dado, aprofundam a cumplicidade e passeiam-se por todo o lado, deixando para trás um fedor penetrante que me deixa nauseabunda.
Cambaleio por momentos …inspiro doses industriais de riso e deleito-me com o efeito.
Pobres alminhas ,atarantadas pela convicção intrínseca das suas potencialidades.
Roçam os muros da miserabilidade com os olhos tumefactos de insídia.
Ei-los…num pedestal de sangue, construído com as desgraças alheias,a regurgitar inapropriadas considerações sobre a vida.
Olham com desdém para os menos afortunados, e guturalmente lançam risos asquerosos no intuito de aniquilar-lhes a vontade.
Alimentam-se de matéria pútrida, tão generosamente doada por seres destituídos de carácter e crescem desmesuradamente em poder e estatuto.
Ei-los…sebosos e cheios de gordura amoral!
Mas quem são eles afinal?
São os que se vestem de hipocrisia para frequentar jantares de galas beneficentes, que toldam o cérebro dos mais incautos com falácias servidas com um copo de vinho, que falam da pobreza com virtuosismos desmiolados ;os que dançam sobre os corpos mutilados dos desgraçados sem futuro que deambulam sem destino por todos os cantos da vida.
São as bestas que desgarradamente atropelam sem dó as fragilidades de quem não consegue emergir neste mar de trampa.
E enquanto estes desnaturados estiverem no pedestal a uivar ao céu as suas flatulências mentais, jamais teremos equidade.
Carmo Bernardo
Ei-los….de braço dado, aprofundam a cumplicidade e passeiam-se por todo o lado, deixando para trás um fedor penetrante que me deixa nauseabunda.
Cambaleio por momentos …inspiro doses industriais de riso e deleito-me com o efeito.
Pobres alminhas ,atarantadas pela convicção intrínseca das suas potencialidades.
Roçam os muros da miserabilidade com os olhos tumefactos de insídia.
Ei-los…num pedestal de sangue, construído com as desgraças alheias,a regurgitar inapropriadas considerações sobre a vida.
Olham com desdém para os menos afortunados, e guturalmente lançam risos asquerosos no intuito de aniquilar-lhes a vontade.
Alimentam-se de matéria pútrida, tão generosamente doada por seres destituídos de carácter e crescem desmesuradamente em poder e estatuto.
Ei-los…sebosos e cheios de gordura amoral!
Mas quem são eles afinal?
São os que se vestem de hipocrisia para frequentar jantares de galas beneficentes, que toldam o cérebro dos mais incautos com falácias servidas com um copo de vinho, que falam da pobreza com virtuosismos desmiolados ;os que dançam sobre os corpos mutilados dos desgraçados sem futuro que deambulam sem destino por todos os cantos da vida.
São as bestas que desgarradamente atropelam sem dó as fragilidades de quem não consegue emergir neste mar de trampa.
E enquanto estes desnaturados estiverem no pedestal a uivar ao céu as suas flatulências mentais, jamais teremos equidade.
Carmo Bernardo
A menudo soy un cielo sin estrellas. Tengo un solo color.
En aquellos días, camino con un paso incierto. Mi corazón está lleno de lágrimas, porque estoy triste.
Entonces llamo a mis recuerdos.
Ellos me hacen sonreír y de repente las estrellas vienen a mi cielo y todo comienza a brillar dentro de mí.
Tengo los ojos más azules y ellos lanzan destellos de color a mi cielo . Siento una gran alegría por lo que soy, tener personas muy importantes en mi vida y puedo decir muchas veces como me encantan. Es muy bueno estar vivo!
Carmo Bernardo
En aquellos días, camino con un paso incierto. Mi corazón está lleno de lágrimas, porque estoy triste.
Entonces llamo a mis recuerdos.
Ellos me hacen sonreír y de repente las estrellas vienen a mi cielo y todo comienza a brillar dentro de mí.
Tengo los ojos más azules y ellos lanzan destellos de color a mi cielo . Siento una gran alegría por lo que soy, tener personas muy importantes en mi vida y puedo decir muchas veces como me encantan. Es muy bueno estar vivo!
Carmo Bernardo
As vezes sou assolada por uma caldeirada sentimental que lambe desdenhosamente a minha sanidade mental. O futuro abre o seu incomensuravel leque de ofertas,faculta os sinais e catapulta-os em direcçao ao meu peito.
Mas por vezes estou cega, aturdida com o que me rodeia e acabo por ir ao encontro de lugares feridos onde nao quero estar.
Borboletas incandescentes esvoaçam a minha volta, trazem-me historias de outros coraçoes e fico extasiada com todo o amor que brota nesses lugares, que entrelaça corpos e almas.Assim quero sentir.Um dia.
A vida e uma dadiva, um lugar proficuo onde construimos sonhos, cumprindo-nos como seres impregnados de unicidade.
Carmo Bernardo
Mas por vezes estou cega, aturdida com o que me rodeia e acabo por ir ao encontro de lugares feridos onde nao quero estar.
Borboletas incandescentes esvoaçam a minha volta, trazem-me historias de outros coraçoes e fico extasiada com todo o amor que brota nesses lugares, que entrelaça corpos e almas.Assim quero sentir.Um dia.
A vida e uma dadiva, um lugar proficuo onde construimos sonhos, cumprindo-nos como seres impregnados de unicidade.
Carmo Bernardo
Com papas e bolos...
Ostentam bucrânios pendurados ao pescoço e recorrem à jocosidade como arma de sedução.
A caterva rejubila, pactuante.
Estes polutos oradores de falácias construídas com muito engenho, esticam os pescoços gordos e luzidios, com protuberâncias purulentas a manchar a cor alva dos colarinhos , para darem mais enfâse ás suas intervenções.
No entusiasmo do momento disparam jactos de saliva quiçá para amaciar um pouco a voz. Ás vezes, retêm nos cantos da boca viscosidades amareladas, restinhos de dejectos verbais que persistem durante horas a fio.
É assim que vejo as nefandas criaturas que desfiam novelos intermináveis de desculpas, para justificar o estado deplorável em que o país se encontra, utilizando o tempo de antena , cedido pelas estações televisivas.
Não sou um ser privilegiado, não tenho o dom de perscrutar as suas almas, contudo canalizo a minha atenção para os pormenores, presto atenção ao olhar, aos trejeitos, consoante as perguntas que lhes são feitas. E rio, rio até cair para o lado, perante o descaramento destes trôpegos quadrúpedes, com responsabilidades políticas, sociais e muitas coisas mais.
Têm nos seus discursos pútridos, a presença de decretos, artigos e uma panaceia de idiossincrasias, que atiram em doses industriais para cima dos incautos sugadores de trampa alheia, devorada avidamente .
“Tão ladrão é o que vai á horta como o que fica à porta”. Verdade.
Os representantes políticos, assumiram a responsabilidade de envidar esforços no intuito de conduzir a vida de quem neles confiou, a bom porto, assegurando-lhes uma vida digna e justa.
Para o desempenho dessa função, são-lhe concedidos privilégios (na minha opinião não deviam tê-los) e ordenados chorudos.
Não concebo a ideia de vê-los com os rabinhos a dar a dar, como se fizessem parte de uma peça teatral de enredo pouco exigente.
Estes politicozitos de sorrisos plastificados, sejam de esquerda, de direita, de centro, independentemente da facção a que pertençam (para todos os efeitos não passam de um expectro)têm uma costelita teatral, preferem trocar agressões verbais, todas estilosas, com tiradas que fazem corar o ser mais burgesso de vergonha, para gáudio dos espectadores, autênticos helmintes.
Não primam pela competência? Então saem, demitidos ou demitindo-se, mas qual é a dúvida? E se entretanto cometerem ilegalidades, respondem por isso de acordo com a lei. Impunidade??Mas que merda é esta?
Onde se esconde essa dama, de nome Justiça? Essa dama de olhos vendados, de origem impoluta, que deixou de o ser, para ser filha da puta!!
Educação, pois claro, cada vez há um role mais extenso de mentecaptos, pessoal formatado a quem tiraram a alma e encheram o crânio de limalhas de ferro!
A saúde, pois… pois…então não? Decididamente não é para todos.
Segurança Social…
(…)
A sério que não sou pessimista…apenas desacreditei completamente nesta classe de homens que passeiam os seus rabos gordos e anafados pelos corredores, que dão entrevistas como se não fizessem parte do problema ,que utilizam os seus cargos para dar rosto às suas vaidades pessoais, que emolduram nas suas mentes pobres, que trocam mimos patéticos acompanhados de risinhos asquerosamente idiotas, que recorrem continuamente a subterfúgios, a mentiras escancaradamente proferidas, que andam em pezinhos de lã por cima dos destroços sociais em que enterram o país, levianamente e sem remorso(…)
E no meu imaginário, apenas no meu imaginário, agarro num lança chamas e reduzo toda uma gentalha sem escrúpulos a um desprezível acervo de pó!
Carmo Bernardo
Ostentam bucrânios pendurados ao pescoço e recorrem à jocosidade como arma de sedução.
A caterva rejubila, pactuante.
Estes polutos oradores de falácias construídas com muito engenho, esticam os pescoços gordos e luzidios, com protuberâncias purulentas a manchar a cor alva dos colarinhos , para darem mais enfâse ás suas intervenções.
No entusiasmo do momento disparam jactos de saliva quiçá para amaciar um pouco a voz. Ás vezes, retêm nos cantos da boca viscosidades amareladas, restinhos de dejectos verbais que persistem durante horas a fio.
É assim que vejo as nefandas criaturas que desfiam novelos intermináveis de desculpas, para justificar o estado deplorável em que o país se encontra, utilizando o tempo de antena , cedido pelas estações televisivas.
Não sou um ser privilegiado, não tenho o dom de perscrutar as suas almas, contudo canalizo a minha atenção para os pormenores, presto atenção ao olhar, aos trejeitos, consoante as perguntas que lhes são feitas. E rio, rio até cair para o lado, perante o descaramento destes trôpegos quadrúpedes, com responsabilidades políticas, sociais e muitas coisas mais.
Têm nos seus discursos pútridos, a presença de decretos, artigos e uma panaceia de idiossincrasias, que atiram em doses industriais para cima dos incautos sugadores de trampa alheia, devorada avidamente .
“Tão ladrão é o que vai á horta como o que fica à porta”. Verdade.
Os representantes políticos, assumiram a responsabilidade de envidar esforços no intuito de conduzir a vida de quem neles confiou, a bom porto, assegurando-lhes uma vida digna e justa.
Para o desempenho dessa função, são-lhe concedidos privilégios (na minha opinião não deviam tê-los) e ordenados chorudos.
Não concebo a ideia de vê-los com os rabinhos a dar a dar, como se fizessem parte de uma peça teatral de enredo pouco exigente.
Estes politicozitos de sorrisos plastificados, sejam de esquerda, de direita, de centro, independentemente da facção a que pertençam (para todos os efeitos não passam de um expectro)têm uma costelita teatral, preferem trocar agressões verbais, todas estilosas, com tiradas que fazem corar o ser mais burgesso de vergonha, para gáudio dos espectadores, autênticos helmintes.
Não primam pela competência? Então saem, demitidos ou demitindo-se, mas qual é a dúvida? E se entretanto cometerem ilegalidades, respondem por isso de acordo com a lei. Impunidade??Mas que merda é esta?
Onde se esconde essa dama, de nome Justiça? Essa dama de olhos vendados, de origem impoluta, que deixou de o ser, para ser filha da puta!!
Educação, pois claro, cada vez há um role mais extenso de mentecaptos, pessoal formatado a quem tiraram a alma e encheram o crânio de limalhas de ferro!
A saúde, pois… pois…então não? Decididamente não é para todos.
Segurança Social…
(…)
A sério que não sou pessimista…apenas desacreditei completamente nesta classe de homens que passeiam os seus rabos gordos e anafados pelos corredores, que dão entrevistas como se não fizessem parte do problema ,que utilizam os seus cargos para dar rosto às suas vaidades pessoais, que emolduram nas suas mentes pobres, que trocam mimos patéticos acompanhados de risinhos asquerosamente idiotas, que recorrem continuamente a subterfúgios, a mentiras escancaradamente proferidas, que andam em pezinhos de lã por cima dos destroços sociais em que enterram o país, levianamente e sem remorso(…)
E no meu imaginário, apenas no meu imaginário, agarro num lança chamas e reduzo toda uma gentalha sem escrúpulos a um desprezível acervo de pó!
Carmo Bernardo
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